Saúde Legal

Orgasmos são mais frequentes em lésbicas, gays ou heterossexuais?

Pesquisa revela alguns dados curiosos e coleta dicas de como chegar mais fácil ao clímax.
por Jeferson Machado
09/04/2017 17:22h

A pesquisa “Differences in Orgasm Frequency Among Gay, Lesbian, Bisexual, and Heterosexual Men and Women in a U.S. National Sample”, publicada no Archives of Sexual Behavior, em fevereiro de 2017, avaliou as diferenças entre os orgasmos e as orientações sexuais de mais de 52 mil adultos norte-americanos.

Dentre os dados colhidos, o mais interessante e que merece destaque é o fato de que 86% das lésbicas afirmaram atingir o orgasmo nas relações sexuais, contra 65% das heterossexuais e 66% das bissexuais.

Já entre os homens a diferença é um pouco menor: 95% dos heterossexuais afirmam chegar ao orgasmo na relação sexual, ao passo que os gays chegam em 89% e bissexuais em 88%.

Eu já tinha ouvido falar de que mulher sente mais prazer com outra mulher por conta de vários fatores, dentre eles o fato de que uma mulher sabe o que a outra quer. Mas, vamos aos dados científicos que comprovam e demonstram tal afirmação acima, e talvez possam ajudar a elevar o número de mulheres heterossexuais que não atingem o máximo do prazer na relação sexual.

Orgasmo feminino x orgasmo masculino
Apenas 35% das mulheres afirmaram atingir o clímax do prazer com apenas a penetração vaginal. Em contrapartida, esse número aumenta para 80% em heterossexuais e 91% em lésbicas quando há uma combinação de estimulação genital, beijos, carícias e sexo oral, sem necessariamente haver a penetração. Além disso, 30% dos homens afirmaram imaginar que apenas a penetração vaginal era o suficiente para que a mulher “chegasse lá”.

Para um homem, tocar uma música, escurecer o ambiente, mudar a posição sexual ou dizer o simples “eu te amo”, não parece afetar a probabilidade de que ele atinja o orgasmo. Porém, nas mulheres isso aumenta em 20% as chances em acontecer.

Quando a pesquisa partiu para os casais heterossexuais, 41% dos homens relataram que suas parceiras já tinham atingido o orgasmo, sendo que apenas 33% das mulheres confirmaram o fato. Acerca disso a pesquisa nos sugere algumas hipóteses, tais como as mulheres fingiram a sensação por algum motivo - amor ao parceiro ou para que o sexo acabe logo ou simplesmente para tentar elevar a sua auto-estima.

O mapa para o tesouro do orgasmo feminino
Os pesquisadores avaliaram os fatores que levam as mulheres a ter orgasmos e com maior frequência. Dentre os casos de maiores índices de “sucesso” foram relatados: receber mais sexo oral, serem mais estimuladas com as mãos - principalmente no clitóris, ter uma relação mais demorada, estar satisfeita com o relacionamento, pedir aquilo que quer na cama, elogiar o parceiro ou parceira quando gostou de algo na cama, trocar mensagens estimulantes sexualmente, receber beijos de língua mais intensos durante a transa, caprichar na lingerie, tentar novas posições sexuais, receber estimulação anal, realizar fantasias, conversar sobre sexo e expressar afeto durante as relações.

E se você acha que as dicas acima são muitas, poderia começar aos poucos e pelo mais citado dentre elas, o sexo oral, considerado o fator mais importante em todos os grupos, exceto no grupo dos homens heterossexuais, que parecem dar um valor maior ao ato da penetração.

E, por falar em sexo oral, outra descoberta interessante é que menos da metade dos entrevistados afirmaram o realizar. Ainda no mesmo ponto, do total de mulheres que não conseguem atingir o orgasmo, apenas 25% recebem sexo oral, algo que poderia explicar o porquê dos outros 75% não conseguirem o mesmo prazer.

Saiba mais sobre o assunto
A pesquisa ainda traz muito mais dados e dicas bastante úteis. Os pesquisadores apostam que o acesso crescente à informação sobre o sexo possa diminuir essas diferenças entre homens e mulheres. Para saber mais, acesse a pesquisa na íntegra: http://link.springer.com/article/10.1007/s10508-017-0939-z

Jeferson Machado Santos.
CRF-SE: 658.
Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

Gostou? Compartilhe:

Comentários
Veja Também