Saúde Legal

Como se prevenir de gripes, resfriados e alergias na mudança de tempo

Simples cuidados evitam que você acabe ficando de cama nesse período.
por Jeferson Machado
15/04/2017 11:59h

Mal começa a cair a temperatura, ficar um pouquinho mais frio, bater aquela chuvinha e o corpo começa a dar sinais de resfriados, gripes ou algumas “ites”: rinite, sinusite, laringite ou amigdalite. As mudanças bruscas de temperatura costumam deixar muitas pessoas acamadas, e por isso, o organismo pede alguns cuidados especiais.

A garganta possui cílios, na traqueia, que funcionam como mecanismo de defesa para expulsar agentes indesejados ao nosso organismo. Quando a temperatura baixa, há uma diminuição no movimento desses cílios. Quanto mais baixa a temperatura, menor os batimentos ciliares, e isso facilita a entrada de microrganismos, como vírus, fungos e bactérias, e por isso que muita gente nessa época fica gripada, resfriada e com inflamações na garganta.

E, se a pessoa já estiver doente ou possuir alguma facilidade a apresentar problemas respiratórios alérgicos, os sintomas tendem a se agravar. Principalmente quando há variações muito rápidas de temperatura e umidade; ora chove, ora faz sol, e assim continua a oscilar. A rinite e a asma, são duas doenças alérgicas bastante sensíveis a essas oscilações de temperatura, e basta uma chuva seguida de sol que os primeiros sintomas já começam a aparecer.

Os cuidados abaixo são dicas simples, mas que fazem grande diferença para evitar os problemas acima citados. Crianças e idosos são os que mais sofrem com a mudança de temperatura, por possuírem uma imunidade mais baixa e um sistema respiratório frágil. Portanto, fique de olho nas recomendações a seguir.

Líquido e Alimentação
Mesmo que você não sinta sede, habitue-se a levar uma garrafinha consigo. Comece com pequenos goles de tempos em tempos e depois vá aumentando. Mas, não basta apenas beber água. Sucos, chás e frutas além de conter o líquido também possuem vitaminas e demais nutrientes em sua composição, que ajudam no processo de fortalecimento da imunidade. Vaçe ressaltar também algo já de praxe e bastante conhecido por todos, que é manter uma alimentação saudável e a prática de atividade física.

Ambiente contagioso
Já que o corpo está com os movimentos ciliares diminuídos e sistemas de defesa das vias respiratórias mais propensos a adquirirem doenças, evite ficar em ambientes onde podem haver altos índices de microrganismos circulando no ar. Procure não ficar em ambientes fechados ou abafados com pessoas que podem estar contaminadas com alguma doença respiratória contagiosa. Ambientes com multidões também costumam oferecer um risco maior de contágio de doenças respiratórias.

Ventilação
Normalmente as pessoas costumam deixar os ambientes totalmente fechados por conta das chuvas. Isso faz com que não haja a circulação de ar, aumentando o acúmulo e depósito de vírus, fungos e bactérias no ambiente. Mesmo que esteja chovendo lá fora, procure algum lugar que possa trazer circulação de ar para o cômodo por algumas horas. Só cuidado para não deixar o ambiente muito frio, o que pode acabar atrapalhando mais do que ajudando.

Choque térmico
Evite sair de um lugar quente ou abafado e ir diretamente para um local frio, e vice-versa. Caso não tenha como evitar essa mudança brusca de temperatura, procure proteger o nariz e a boca com algum tecido, como um cachecol, lenço ou uma blusa. Sempre que for sair para um local mais frio, procure também se agasalhar.

Ambiente muito frio
Ar-condicionado e ventiladores de ar podem deixar o ambiente muito gelado e seco, e comprometer principalmente aos que possuem problemas alérgicos respiratórios. Utilize uma temperatura que seja confortável ao seu corpo. Frio em exagero e desnecessário não é benéfico ao organismo.

Roupas de inverno
Os casacos, cobertores, cachecóis e gorros costumam ficar guardados por muito tempo, e são utilizados apenas quando há a queda de temperatura. O problema é que quando são mantidos por muito tempo sem uma lavagem, eles acabam acumulando muitos fungos causadores do bolor. Esses fungos para quem já possui problemas como a rinite, bronquite ou asma são um dos gatilhos para desencadear as crises de espirro, coriza e tosse. Assim, lave ou deixe as roupas e cobertores no sol de tempos em tempos, mesmo que eles não tenham sido usados.

Guarda-chuva
Pode ser que não seja necessária essa dica. Mas, muitas pessoas veem o acessório de proteção como algo desnecessário. Carregar um guarda-chuva e um agasalho quando houver ameaça de chuva é um dos cuidados mais importantes. Ah, e se não teve jeito e acabou se molhando, procure passar o menor tempo possível com as roupas molhadas. 

Jeferson Machado Santos.
CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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