Policial

Homem é preso acusado de latrocínio em Areia Branca

O suspeito matou o idoso com um tiro na nuca após a vítima reconhecê-lo
por Redação do Portal Itnet
12/06/2017 13:14h
Atualizado em 12/06/2017 13:19h

SSP/SE

Um crime bárbaro que causou grande comoção no povoado Junco, em Areia Branca, no dia 9 de janeiro deste ano, teve um desfecho na última sexta-feira, dia 9 de junho, com a prisão de Carlos Alberto Correia Silva, 28 anos, conhecido como “Coquinho”. Segundo a Polícia Civil, foi Coquinho que entrou na casa do aposentado Enilson Santos, mais conhecido como “Geni”, e o matou com dois tiros.

A narrativa dos fatos mostra que o crime ocorreu por volta das 22h de uma segunda-feira, 9 de janeiro deste ano. Alguns filhos do agricultor estavam no circo instalado no povoado e o restante da família estava em casa dormindo. Conhecendo toda a rotina da família, já que residia nas redondezas, Coquinho, com o rosto encoberto por uma camisa e armado com um revólver calibre 38, esperou que os filhos de Geni retornassem da diversão para rendê-los e então obrigá-los a pedir que o pai abrisse a porta da casa sem que houvesse gritos ou qualquer tipo de confusão.

A ideia inicial do criminoso era roubar celulares, um relógio e, sobretudo, o dinheiro que o agricultor tinha recebido naquele dia. De acordo com os investigadores, Coquinho não esperava por uma reação da vítima, que partiu para cima dele e arrancou o pano que encobria o seu rosto, sendo imediatamente reconhecido pela vítima. Depois ouviu-se dois tiros fatais.

Coquinho não se intimidou e fugiu levando o que queria, e Geni ainda chegou a ser levado para o Hospital de Itabaiana, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. O latrocínio do patriarca da família causou pânico a família e comoção em Areia Branca, uma vez que a vítima era um homem bastante conhecido na comunidade.

O suspeito foi localizado em casa e no momento de sua prisão, os policiais apreenderam com ele uma espingarda calibre 38, dois canos de descarga de motocicleta e várias ferramentas usadas em oficinas mecânicas. Consta nos autos que Coquinho agiu com um comparsa cuja identidade ainda está sendo investigada pela Polícia Civil.

Em seu interrogatório, Coquinho demonstrou frieza e negou a autoria do crime, mesmo diante de provas evidentes da materialidade do delito. Além de latrocínio, Coquinho vai responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e está sendo investigado por outros crimes ocorridos no município, especialmente roubos de chácaras, casas e pessoas na zona rural do município.

Informações sobre o segundo suspeito envolvido no latrocínio do senhor Enilson pode ser repassada para o Disque Denúncia 181 ou (79) 3288-1413 – Delegacia de Areia Branca.

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