Policial

Fotos de pessoas mortas em matérias jornalísticas: saiba por que a prática é considerada crime

Com a tecnologia, imagens deste tipo circulam de maneira desenfreada. É um desrespeito à pessoa sem vida e a seus familiares.
por Redação do Portal Itnet
26/06/2017 09:39h
Atualizado em 26/06/2017 09:42h

Por Taís Cristina

Uma prática comum e irresponsável: a veiculação de imagens de pessoas mortas ou gravemente feridas circula de maneira desenfreada nas mídias sociais, este crime recebe o nome de “Vilipêndio”. Talvez as pessoas não saibam, mas o ato é crime, e está presente no Artigo 212 do Código Penal Brasileiro, podendo até levar à prisão o autor.

Além disso, esta é uma prática utilizada por muitos que se dizem “jornalistas”, que utilizam o sensacionalismo para conseguir atrair a atenção das pessoas e conseguir mais e mais acessos. Por isso a importância de se exigir um diploma de jornalista. Na faculdade, os estudantes aprendem que este ato é crime, e consta, inclusive, no Código de Ética dos Jornalistas, na lista do que um jornalista não pode fazer.

Em paralelo a isto, está o instinto humano de gostar de ver a “desgraça” dos outros. Há até quem diga que precisamos ver este tipo de imagem para tomar “como lição”. Não, isso não é verdade, isso é crime. Imagina um pai, uma mãe, receber a notícia de que um filho morreu através de uma foto no whatsapp? Ficará um trauma para a vida inteira.

O principal problema e maior erro é quando portais de notícias, jornais, órgãos que tem a função de informar esquecem a ética que há no jornalismo e fazem uso deste atributo. Mais uma vez, é crime, e a integridade de uma pessoa não pode ser prejudicada por conta de acessos. Mas a população tem um papel importante; não compartilhar imagens deste tipo já é meio caminho andado para evitar que esta prática de desrespeito continue a acontecer. Vilipêndio é crime!

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