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Relatório da CCJ: Sergipe teve um voto favorável e um contrário ao presidente Temer

No total, foram 41 votos favoráveis a Temer contra 26 votos contrários ao presidente.
por Redação do Portal Itnet
14/07/2017 08:40h

Aconteceu no dia de ontem, 13, na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) a votação do relatório que permite ou não que o presidente Michel Temer seja investigado. Por 41 votos contra 26, os deputados da CCJ votaram pela não continuidade das investigações contra Temer.

O estado de Sergipe, que tem dois representantes na CCJ, teve um voto a favor da continuidade nas investigações e um contrário. O deputado André Moura (PSC) votou pela não continuidade nas investigações, ou seja, votou a favor de Michel.

Já o deputado Laércio Oliveira (SD), mesmo sendo aliado de Temer, votou a favor da continuidade das investigações, ou seja, votou contra o presidente. Ele enviou nota à imprensa explicando o motivo do seu voto e dizendo que não se acha um traidor, como está sendo falado desde ontem. Confira a nota de Laércio:

  “Participei da votação na CCJ da Câmara dos Deputados desta quinta e, seguindo minha consciência, votei a favor do parecer que recomendava a continuidade da denúncia contra o presidente Michel Temer. No entanto, alguns colegas e veículos de imprensa têm me imputado erroneamente a pecha de “traidor” do governo.

 Esse rótulo não me cabe porque nunca garanti ou divulguei qual seria meu voto após a leitura do relatório na comissão, justamente porque queria analisar com isenção os detalhes do parecer elaborado pelo relator Sérgio Zveiter.

 Nem meu partido, o Solidariedade, nem o governo me pressionaram a votar desta ou daquela forma, dando-me total liberdade para decidir de acordo com minhas convicções. Portanto, afirmações de que eu votaria necessariamente contra a admissibilidade da denúncia eram tentativas fantasiosas de adivinhar meus pensamentos.

 Considerei em meu voto que qualquer cidadão deve ser investigado se houverem contra ele indícios de irregularidades, independentemente do cargo que possa ocupar. Isso não significa de forma alguma que considere o presidente culpado. Caberá à Justiça tomar essa decisão.

 Durante toda a minha atuação na Câmara dos Deputados meu partido me deu condições de trabalhar com independência, como quando presidi a Comissão de Desenvolvimento Econômico e relatei projetos importantes na Casa. É importante destacar ainda que meu alinhamento com o governo sempre foi direcionado às políticas econômicas que auxiliem a geração de emprego e incentivem o desenvolvimento do setor produtivo do nosso país”.

 

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