Política

PMDB em Sergipe: feijão de primeira ou feijão de cego?

Indecisão dos que querem entrar, é maior do que a dos que estão dentro sem saber que ficam.
por Redação do Portal Itnet
27/07/2017 10:10h
Atualizado em 27/07/2017 10:21h

Por Júnior Carvalho, editorial

Aproxima-se a data da próxima janela partidária, ocasionada pelas pequenas reformas aprovadas recentemente no Congresso Nacional. Na expectativa da chegada dela, políticos que tem mandatos no Legislativo preparam-se para mais uma “dança dos partidos” sem que haja qualquer tipo de prejuízo para seus respectivos mandatos.

 Em Sergipe, o maior alvo de disputas é o partido ao qual o Governador Jackson Barreto e seus aliados mais próximos, inclusive o seu postulante à sucessão, Belivaldo Chagas, estão filiados, o PMDB. A disputa pelo comando da sigla desenha-se da seguinte forma: de um lado, Jackson e toda sua máquina governamental; do outro, André Moura, considerado por muitos como o segundo homem mais influente da República na atualidade, o que se confirma pela força e destaque dos cargos que ocupa e dos que lhe é dada a incumbência de indicar.

 A incerteza dos que estão dentro, e a expectativa de alguns em assinarem a ficha de filiação do partido, fazem com que atualmente a sigla no estado, trazendo para o linguajar popular, torne-se um “feijão de cego”, aquele que é ganho de porta em porta e vendido mais na frente à um preço menor por não ter tanta distinção em suas variadas qualidades.

 Quem vencerá a disputa? Caberá ao Presidente Michel Temer, que caindo ou não do comando do Governo continuará como homem mais influente do partido, “catar o feijão” e destinar a sigla para a mão da situação ou da oposição, uma vez que André tem uma aliança firmada com o Senador Eduardo Amorim (PSDB), líder de oposição em Sergipe, e Jackson, que deve disputar uma das duas cadeiras no Senado, no quadro atual da política é rival de ambos.

 O risco é nítido: a Executiva Nacional do PMDB já entende que, apesar de ser o maior partido do país, Sergipe é pequeno demais para que duas lideranças, com linhas de pensamentos diferenciadas, filiem-se à sigla e a depender do passo que seja definido pelos “cabeças de Brasília”, pode ser inevitável uma regressão no número de cargos eletivos ocupados pela sigla em Sergipe. De feijão de cego a feijão de primeira, Temer deverá ter muito cuidado na hora de escolher e catar para o caldo não engrossar.

 

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