Política

A caminhada de Laércio Oliveira em Sergipe

Depois da mudança de agrupamento, deputado mira o comando do DEM em Sergipe.
por Redação do Portal Itnet
28/07/2017 19:05h
Atualizado em 28/07/2017 19:09h

Por Júnior Carvalho.

Mudar de agrupamento vem tornando-se algo compreensível no ponto de vista do eleitorado, que tem mudado a forma de pensar na hora de votar. Atualmente, na hora da escolha, mais pesa o nome do político e suas atribuições, do que a sigla a qual ele esteja filiado ou agrupamento do qual participe.

Em Sergipe, não precisa voltar muito no tempo para perceber que a atual situação e oposição estiveram juntas e formaram em 2010, um só agrupamento quando o saudoso Governador Marcelo Déda (PT), buscava sua reeleição junto ao Senador Valadares (PSB) e ao então Deputado Eduardo Amorim (PSC), que pleiteou, conquistando-a com bastante sucesso, uma cadeira no Senado Federal. Figura que não apareceu muito neste cenário, o atual Governador Jackson Barreto, limitava-se ao posto de vice, tendo sido um nome de consenso entre Déda, Valadares e o empresário Edivan Amorim, que naquele momento foi uma peça decisiva para a vitória do grupo.

Neste cenário acima descrito, aparecia de forma pacata o pernambucano de nascença e Aracajuano de coração desde os 18 anos, quando chegou a Sergipe, Laércio Oliveira, filiado ao PR, presidido por Edivan e postulante a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Mesmo tendo saído do meio empresarial, sem nunca ter passado por experiências eleitorais, Laércio obteve êxito e conquistou ali seu primeiro mandato como Deputado Federal por Sergipe.

Durante seu primeiro mandato, mais precisamente no ano de 2012, houve o rompimento entre Déda e Edivan, e ele não titubeou ao seguir seu líder partidário, passando a fazer parte da linha de frente da nova oposição sergipana, e foi nela que em 2014 ele conquistou seu segundo mandato, agora pelo recém-criado Solidariedade, como Deputado. A mudança de partido naquele momento, representava a chegada de mais uma sigla para compor a badalada e forte oposição.

Olhando para tudo isso, caso alguém saísse de Sergipe em meio a campanha de 2010, ficasse sem acesso a nenhuma informação, e voltasse no dia de hoje, ficaria impossível de entender o atual quadro, onde novos nomes ganharam força, outros ressurgiram das cinzas e alguns, que antes exerciam enorme influência na política, hoje correm o risco de não permanecerem na política.

Em janeiro deste ano, Laércio arriscou uma volta à base do Governo Estadual, a convite de Jackson Barreto (PMDB), sob a promessa da indicação do novo Secretário de Industria e Comércio do Estado e a possível abertura do grupo para a possibilidade da concretização de um dos seus sonhos pessoais, o de conquistar uma cadeira no Senado. Recentemente, Laércio recuou e descartou a possibilidade, afirmando que irá tentar ser reconduzido à Câmara.

Nas últimas semanas, vem sendo veiculado na imprensa que o próximo passo do parlamentar deve ser pegar o comando do DEM em Sergipe, partido que pertence à João Alves, ao qual Laércio também demonstrou fidelidade, sendo o primeiro a declarar apoio ao então prefeito de Aracaju, que buscava a reeleição.

Agora, pense comigo: Na política de Sergipe, quem poderá cobrar fidelidade?

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