Saúde e Ciência

Banco de Leite Humano precisa de doadoras

em junho, apenas 16 litros de leite humano foram coletados no banco, sendo que a necessidade diária dos bebês nascidos na maternidade varia de 8 a 10 litros por dia.
por Redação do Portal Itnet
04/08/2017 15:51h
Atualizado em 04/08/2017 15:54h

Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), realizada em Sergipe pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a reflexão sobre a necessidade da amamentação para a saúde de gestantes e bebês também aponta para um dado alarmante. Somente em junho deste ano, o Banco de Leite Humano (BLH) Marly Sarney recebeu doações de apenas 49 voluntárias quando, só na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), um total de 107 bebês precisaram de leite humano.


Segundo a coordenadora do Complexo Neonatal da maternidade e também do Banco de Leite, Thereza Cristina Azevedo, em junho, apenas 16 litros de leite humano foram coletados no banco, sendo que a necessidade diária dos bebês nascidos na maternidade varia de 8 a 10 litros por dia. “Através do BLH estamos suprindo as necessidades diárias dos nascidos na Lourdinha com apenas 1,5 litros, ou seja, o banco de leite envia menos de 2% do volume necessário. Esses dados nos levam a sensibilizar outras mães que tenham leite em excesso e que, ao mesmo tempo, desejem ser doadores cadastradas”, esclareceu Thereza Cristina.

O BLH é referência estadual em serviço de banco de leite e atua na captação e na distribuição do leite materno para bebês de alto risco e prematuros da própria MNSL. Porém, a instituição precisa do apoio de mulheres solidárias que tenham leite em excesso, ou seja, que possuam, em primeira instância, o suficiente para amamentar seus próprios bebês e, em seguida, para doar. As mães que chegam ao BLH são provenientes de todo o Estado. Quando se dispõem a doar, elas precisam estar amamentando, não estar ingerindo bebida alcoólica ou medicação que prejudique a amamentação.

Após a primeira consulta presencial, q comprove a aptidão para ser doadora, as demais visitas de profissionais serão em domicílio. Ao chegar até as residências das mães já aptas a doar leite humano, conforme capacidade das mesmas e avaliação do pré-natal, elas recebem orientações sobre aleitamento e recipientes esterilizados para retirar o leite (ordenhar). O BLH se responsabiliza pela coleta do material e a periodicidade das doações depende da quantidade de leite disponível nas mães, considerando a prioridade dada à amamentação do próprio filho.

Auxílio para mães

Mesmo com tamanha necessidade de novas doadoras, a primeira opção a ser considerada pela equipe multiprofissional do BLH é o apoio dado às mulheres para o aleitamento materno. Seja ela uma gestante que precisa apenas de orientação ou uma lactante em processo de amamentação com necessidade de orientação ou apoio para o processo de amamentar. Geralmente, ela vai ao banco para obter auxílio e isso não significa que precisa, necessariamente, fazer o cadastro de doadora. Sobretudo, as dificuldades que ela está enfrentando no processo da amamentação serão resolvidas pela equipe atuante e, na oportunidade, se quiser e puder se tornar doadora, a mesma é recebida com alegria na unidade para este fim.

Thereza Cristina ainda destaca que entre as principais dificuldades enfrentadas pelas mães que se dirigem ao BLH durante a amamentação estão as provenientes de fissuras mamárias, processos inflamatórios e ingurgitamento mamário, o popular “leite empedrado”, que é ocasionado pelo excesso de leite nas mamas. “Abraçamos a responsabilidade de auxiliar mulheres durante o aleitamento materno, o que acaba por disseminar a prática da amamentação, que deve ser priorizada tanto para a saúde das mães quanto para a dos bebês, visto que recebem a primeira “vacina” através do primeiro leite produzido após o parto, o colostro, aumenta a imunidade da criança. A continuidade dada a amamentação dá prosseguimento aos benefícios trazidos pelos 253 componentes que atuam no desenvolvimento de bebês. A prática da amamentação ainda evita o surgimento de problemas ortodônticos e fonoaudiológicos associados ao uso de mamadeiras”, ressaltou a gestora.

SMAM

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o leite materno só contempla 37% dos bebês e os esforços para o alcance de 50% até 2025 estão sendo exercidos também através da 25ª SMAM. O evento visa reforçar o papel da família, dos governos e da sociedade de forma geral, no auxílio dado a essas mães que precisam dispor de condições apropriadas para amamentar. Para isso, estão sendo desenvolvidas em Sergipe, até a próxima segunda-feira, 7, palestras e rodas de conversas em espaços, como a MNSL, o BLH e o ambulatório Folow UP, que funciona no antigo prédio da Maternidade Hildete Falcão Batista.

Por ASCOM SES.

Gostou? Compartilhe:

Comente Abaixo