Política

Sergipe: o desconforto de Jackson no palanque do PT

Carona de Jackson no ônibus do PT, não foi bem vista pela militância, que não ficou calada e protestou. Editorial, por Junior Carvalho.
por Redação do Portal Itnet
23/08/2017 18:10h
Atualizado em 23/08/2017 18:24h

Editorial, por Júnior Carvalho.

O Governador Jackson Barreto esteve presente em dois dos três dias, em que a Caravana Lula pelo Brasil passou no estado de Sergipe. Ele ausentou-se apenas no último dia, pois participaria de um ato organizado pelo Governo Federal. Sobre protestos e resistência da militância petista, Jackson foi vaiado nas cidades de Estância e de Nossa Senhora da Glória no primeiro e segundo dia, respectivamente. Isso deixou ainda mais nítida a insatisfação dos Petistas, os quais se acharam, por direito “donos” do ônibus em que Jackson entrou pintando de bom “caroneiro” de sempre.

No início do ano, o Senador Valadares relatou através de artigo publicado na edição de 30/01/2017 do Jornal Cinform o comportamento de Jackson durante as eleições de 2014, quando Dilma buscava de forma concorrida a reeleição. Segundo o Senador, “em 2014, quando Dilma podia perder, [ele], inseguro e nervoso, me pedia, sem reservas, para que eu [Valadares] o protegesse junto a Aécio Neves, caso este viesse ganhar as eleições presidenciais”. Teria a militância entendido, de uma vez por todas a essência da forma de fazer política do Governador que eles ajudaram a eleger?

Com coragem, Valadares tornou público o perfil de oportunismo de Jackson, que hoje mantém diálogo com o Governo Federal, enviando elogios através da imprensa ao líder do Governo no Congresso, o Deputado Federal André Moura, pouco tempo atrás, o mais temível inimigo de Jackson num cenário onde ambos não poupavam palavras quando iam aos rádios e palanques se agredirem. E a história política de Sergipe mostra que todos os políticos, aos quais o governador aliou-se até hoje, já foram crucificados por sua “dócil” língua.

O fato é que a história da presença de Jackson ao lado de Dilma no momento em que o seu impeachment era votado, enquanto aliados próximos como o Deputado Fábio Reis votavam a favor de sua cassação, ficou mal contada. No entanto, isso tem ficado cada vez mais claro: Jackson acendeu as duas velas de sempre.

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