Justiça

Justiça acata pedido do Ministério Público e determina interdição do Matadouro de Ribeirópolis

A Prefeitura tenta conseguir uma liminar para que os trabalhos no matadouro continuem.
por Redação do Portal Itnet
28/11/2017 08:06h
Atualizado em 28/11/2017 08:35h

O Ministério Público pediu e a Justiça acatou a interdição do Matadouro Municipal do município de Ribeirópolis, no Agreste sergipano. A prefeitura tem 20 dias contando do dia 16 de novembro para regularizar a situação do Matadouro e caso isto não seja feito acontecerá a interdição.

Os gastos em adequações solicitadas pela Justiça somam mais de R$ 1 milhão. A decisão foi tomada pela Juiz Horácio Gomes Carneiro Leão. De acordo com o pedido do Ministério Público, o Matadouro está inadequado e apresenta risco à saúde dos ribeiropolenses, tanto os que ali trabalham como os que consumirão os produtos – no caso a carne.

Caso o município não se adeque às normas pedidas, o matadouro será interditado e o serviço de abate terá que ser feito em outros locais, e isso aumentará o custo tanto para os marchantes quanto para os consumidores; além disso, a prefeitura deixará de arrecadar a verba oriunda dos serviços realizados no matadouro.

 Caso semelhante aconteceu em Itabaiana, porém o prefeito conseguiu liminar para continuar o funcionamento, e é isto que o prefeito de Ribeirópolis, Antônio Passos tenta, já que ele afirma que no momento o município não tem condições financeiras para realizar as adequações.

O deputado estadual Georgeo Passos, natural do município ribeiropolense afirma que com a interdição cerca de 80 famílias perderão sua fonte de renda. “Várias pessoas dependem do trabalho no matadouro e que agora não vão ter mais o que fazer. Não podemos deixar essas pessoas desamparadas”, disse. Georgeo disse que entende as exigências sanitárias feitas pelo Ministério Público e Adema, mas pediu que se encontre outro caminho para um entendimento.

“O matadouro é muito importante para a economia da nossa região. Não vamos aceitar essa decisão e vamos recorrer na Justiça, mas esperamos que as autoridades se sensibilizem para que tenhamos outra solução para este problema. Fica o pedido de ajuda para que possamos juntos encontrar um caminho para que esses pais de família não fiquem desempregados. Para que a gente possa o quanto antes reabrir esse local”, solicitou parlamentar.

 

 

 

 

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