Saúde e Ciência

Saúde: estado de Sergipe não possui mais registros de febre amarela

O último fato investigado ocorreu no dia 23 de outubro de 2017, no município de São Cristóvão.
por Redação do Portal Itnet
16/01/2018 08:55h

Diante dos registros relacionados à febre amarela no Rio de Janeiro, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), destaca a inexistência de casos no território sergipano. Segundo a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, não há ocorrências que apontam para a morte de primatas em decorrência dessa doença infecciosa, sendo que o último fato investigado ocorreu no último dia 23 de outubro, no município de São Cristóvão, onde vários animais da espécie Callithrix, conhecido como sagui ou mico, apareceram doentes ou mortos num condomínio localizado no Conjunto Rosa Elze.

“Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de São Cristóvão enviaram para a Vigilância Epidemiológica Estadual um animal morto, a fim de que fossem dinamizadas as análises. Desse animal, apenas uma amostra pôde ser retirada. Com o auxílio de equipes da Emdagro [Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe] um animal vivo foi capturado e deste procederam seis amostras provenientes de várias partes do corpo do animal, a fim de que os estudos necessários fossem realizados”, explicou a gerente do Núcleo de Endemias da SES.

Foto ilustrativa

 

As amostras foram enviadas ao Laboratório Central de Saúde do Estado de Sergipe (Lacen) e encaminhadas para outro laboratório de referência, que trouxe resultados negativos. Na ocasião do fato, informações da Diretoria de Vigilância em Saúde de São Cristóvão apontavam para a suspeita de envenenamento desses animais. Esse mesmo órgão realizou a coleta do material que foi levado ao Lacen.

A fim de potencializar ações preventivas em Sergipe, em 2017, a SES promoveu um curso voltado para profissionais das vigilâncias epidemiológicas dos municípios, sendo eles médicos veterinários e até mesmo técnicos da Emdagro, e de outros órgãos. Também no ano passado outro curso foi oferecido pela SES, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), desta vez exclusivamente voltado para médicos veterinários, abrangendo municípios sergipanos que possuem esse profissional em seu quadro médico. O objetivo foi instrumentalizá-los para a realização de autópsias do animal morto, para consequente envio ao Lacen.

Como o Estado de Sergipe não possui registro da doença infecciosa, as vacinas contra a febre amarela só são disponibilizadas em unidades da Rede de Atenção Básica para cidadãos que estão se dirigindo às regiões endêmicas, ou seja, áreas de risco em razão da presença de vetores e reservatórios animais que permitem a manutenção do ciclo silvestre. Cidadãos que estão se deslocando para áreas que apresentam casos confirmados de febre amarela também podem receber a vacina.

Fonte: ASN

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