Saúde e Ciência

O glúten faz mal à saúde? Tire todas as dúvidas sobre a proteína

Por Aline Rezende, nutricionista.
por Redação do Portal Itnet
23/03/2018 11:20h

Diferente do que muitos pensam, o glúten não é um carboidrato. É na verdade, a combinação de dois grupos de proteínas: a gliadina e a glutenina.

Ele é encontrado principalmente em alimentos feitos com farinha de trigo, cevada e centeio, tais como bolachas, bolos, biscoitos, pães, torradas, cervejas, macarrão, entre tantos outros e tem a função de fazer a liga da farinha de trigo quando é adicionada a água, como na preparação de pães, por exemplo.

Cada vez mais, pessoas preocupadas com a saúde retiram o glúten da sua alimentação. Até o momento, no entanto, a ingestão do glúten só é proibida para pessoas que manifestam sensibilidade ao próprio glúten ou que estejam acometidas pela doença celíaca.

A doença celíaca é uma doença autoimune desencadeada pela ingestão de alimentos que contém glúten por pessoas que não conseguem digerir bem essa proteína, o que ocasiona inflamação, danos na mucosa intestinal, má absorção dos nutrientes e diarreia.  Atualmente, o único tratamento para esta doença é a retirada do glúten da dieta.

Não existem evidencias cientificas até o momento, que justifiquem a retirada do glúten da dieta por indivíduos saudáveis. A alimentação restrita em glúten é monótona, o que pode levar à diminuição do consumo de alimentos ricos em vitaminas  importantes para o organismo.

Por outro lado, algumas pesquisas já apontam para efeitos benéficos da não ingestão do glúten, especialmente em relação à redução do peso corporal e da diminuição do tecido adiposo (gordura), o que faz esse tipo de dieta ganhar muitos adeptos.

Devemos observar, no entanto, que a perda de peso corporal com essas dietas pode ser justificada não pela exclusão do glúten em si, mas pela não ingestão de carboidratos simples e alimentos industrializados que contém essa proteína. Ao optarmos pela versão integral de alimentos e ao consumo em quantidades moderadas, correremos muito menos risco de engordar, mesmo com o glúten.

Dietas com restrição de glúten são difíceis de ser mantidas por um longo período de tempo, mesmo com uma gama cada vez maior no mercado de produtos que utilizam, no lugar da farinha de trigo (rica em glúten), as farinhas de arroz, inhame e araruta, amido de milho, fécula de batata, fécula de mandioca e fubá.

Como vimos, atualmente o glúten só é proibido para pacientes celíacos. Por outro lado, a adesão a dietas com restrição desta proteína, que tem obtido resultados no campo do emagrecimento, pode ser feita por indivíduos saudáveis, desde que acompanhados pelo profissional nutricionista para que não haja prejuízo ao organismo.

Por Aline Rezende, nutricionista.

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