Policial

Polêmica: bicheiros do Mercado Central de Aracaju acusam policiais de extorsão. Entenda

De acordo com operadores, situação se arrasta há quase um mês.
por Redação do Portal Itnet
03/05/2018 07:26h

A situação constrangedora que alguns operadores do ‘jogo do bicho’ que operam no mercado Albano Franco, em Aracaju vinham enfrentando culminou em uma grande confusão na última quarta-feira, 02. O relato dos ‘bicheiros’ aponta que já havia mais de um mês que dois policiais militares e um civil iam ao local para extorquí-los.

De acordo com os comerciantes, o trio ia quase que diariamente para buscar dinheiro. Quando se recusavam a entregar, os agentes levavam até celulares como forma de compensar. “Tem um mês que a gente precisava esconder a rifa, fingindo que trabalhava nas bancas, para não perder nossa renda. Levavam tudo. A gente vive daqui, chegamos cedo, tiramos nosso sustento. É um jogo ilegal, temos consciência, mas como vamos ficar sem dinheiro? É o meio de sobrevivência. Isso nunca aconteceu”, disse uma das vendedoras, que não quis ter nome e imagem revelados.

O atrito de hoje começou por conta de agressões a uma moça que estava de resguardo, por  ter dado a luz recentemente. Populares no local contaram que houve empurrões e a tentativa de levar seus pertences. “Quiseram pegar o celular e os pertences. A população viu e tentou impedir, ‘caiu em cima’”, contou outra bicheira que não quis se identificar.

Rose dos Santos reclamou da atitude do grupo. “Vinham dizendo que cumpriam ordens, mas de quem, ninguém sabe. Se a gente conseguir R$50, R$100, eles levam, não querem saber a quantidade. Ainda ameaçam a gente. Queremos trabalhar em paz, não dá para viver assim”.

Os guardas municipais que ficam no local foram os primeiros a atender a ocorrência, acalmar os ânimos e acionar a PM e a Polícia Civil. Os membros do trio foram levados para suas respectivas corregedorias para averiguar a situação e, posteriormente, à delegacia para prestar depoimento. Alguns operadores do jogo do bicho também foram depor.

O tenente-coronel Vivaldy Cabral, comandante do policiamento da capital confirmou que trata-se, de fato, de três policiais. “Eles estavam de folga, não trabalhando. Como havia muita gente na delegacia, foram levados para as corregedorias. Estão sendo ouvidos”, contou.

Fonte e foto: Portal Infonet

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