Representantes da Adepol e Sinpol visitam a Delegacia Regional de Itabaiana

A visita aconteceu ontem, 17, e teve como objetivo reunir os policiais civis para uma conversa sobre a mobilização para a implantação do projeto de adicional de periculosidade.

*Matéria publicada originalmente dia 18 de dezembro de 2020



Na manhã desta quinta-feira, 17, visitaram a Delegacia Regional de Itabaiana, Isaque Cangussu e Adelmo Pelágio, respectivamente presidente e vice-presidente jurídico da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE), Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) e Jean Rezende ,diretor de Políticas Sindicais e Associativas.

O objetivo dessa visita foi reunir os policiais civis para uma conversa sobre a importância da mobilização para a implantação do projeto do adicional de periculosidade. Fazer essa mobilização foi a forma que os representantes encontraram de serem vistos, ouvidos e compreendidos, pela própria categoria, pela sociedade e, principalmente,  pelo governador. As visitas nas unidades policiais tiveram início na quinta-feira, 10, da semana passada na capital sergipana. No interior a ação começou ontem, 17, pelo município de Itabaiana.

Foto: Assessoria/Sinpol 

Isaque Cangussu conta, que a implantação desse projeto já vinha sendo discutida pela Adepol e o Sinpol com o governo, mas ultimamente ficaram sem respostas.  “Nós precisamos do apoio dos colegas para que o diálogo seja reaberto.”, explica ele que fala também sobre a situação da categoria. “Delegados, agentes, escrivães, todos os servidores da polícia civil estão há 10 anos sem recomposição inflacionaria e aliado a isso desde 2014 após a implantação do regime de subsídios estamos também sem o pagamento do adicional de periculosidade”.

Ele explica também a importância do adicional. “O policial já corre risco apenas pela condição de ser policial, apenas por portar uma carteira de polícia e como se compensa isso? Através do adicional de periculosidade, assim como acontece com trabalhadores que estão expostos a risco na saúde. Quando manipulam produtos químicos tóxicos, como que isso é recompensado? Através de um adicional de insalubridade. Então quando há risco a saúde: adicional de insalubridade, risco a vida: adicional de periculosidade.”, esclarece o presidente o presidente da Adepol.

Foto: Assessoria/Sinpol

De acordo com Adriano Bandeira, a união que está sendo vista entre a base da polícia civil e os delegados é um marco no Estado. Eles estão juntos em busca de uma mesma coisa: valorização. “Nós estamos correndo risco dobrado com essa pandemia e o governo simplesmente interrompe essa negociação [do projeto do adicional de periculosidade] com a categoria. Entendemos que esse tipo de atitude vai na contramão do que pensam inclusive as categorias,  porque o que a gente precisa agora é mostrar ao governo que temos saídas e podemos encontra-las juntos, dialogando.”, declara ele.