Dentro da rotina do Samu Sergipe, a pressa nos atendimentos é diária. Os profissionais que ali atuam, são treinados para lidar com a pressão e a emergência em salvar vidas. Na última terça, 9, o Samu recebeu o chamado de uma mãe desesperada que encontrou seu filho boiando na piscina de casa no bairro Atalaia, zona sul de Aracaju. Sete minutos depois, chegou a motolância com os técnicos de enfermagem, Adriano César Resende e Janailton Bispo dos Santos. A missão era prestar os primeiros socorros ao pequeno José Alif Oliveira do Nascimento de apenas 1 ano e 9 meses.

A criança tinha engolido muita água e apresentava quadro de hipotermia. Logo depois, chegou a Unidade de Suporte Avançado 03 com a equipe completa que fez o acesso venoso e cobriu a criança com uma manta térmica. Alif foi sedado, entubado e encaminhado rapidamente para a ala vermelha do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). Na USA 03, prestaram atendimento o médico, José Kleber da Rocha, a enfermeira Roberta Machado, a técnica de enfermagem Márcia Rosângela Dantas e o condutor Micleyton Silva.

José Alif chegou em estado grave no Huse e foi encaminhado para a UTI. A mãe da criança, a dona de casa, Anailza Oliveira da Silva, 29, acompanhou o filho em todos os momentos. Ela conta que fez a comida de Alif, o deixou no sofá junto com os irmãos assistindo TV e foi no quarto. A irmã viu Alif na piscina e chamou a mãe. Quando viu a criança boiando, retirou o menino da água e correu para o posto do Corpo de Bombeiros da Atalaia com ele no colo. “Foi um milagre ter meu filho nos braços. Só Deus pode pagar o que o Samu fez pelo meu filho”, dasabafa emocionada.

Como tratamento no Huse, a melhora foi significava e quando Alif acordou agitado, surpreendeu a equipe médica. A criança continua internada sem previsão de alta, mas reagiu muito bem ao tratamento.


Na manhã desta sexta, 12, o pequeno Alif recebeu a visita do profissional do Samu que prestou o primeiro atendimento. O técnico de enfermagem, Adriano Resende, foi visitar o pequeno na enfermaria do Huse e não escondeu a emoção. “Eu tenho 17 anos de Samu e 20 anos atuando na área e toda situação deste tipo me emociona muito. Temos uma alegria enorme quando conseguimos salvar uma vida, principalmente, de uma criança de 1 ano e 9 meses, Isso deixa a gente muito bem. Mesmo com tanto tempo de atuação parece que foi a primeira vez. Sou pai e avô e me sinto motivado a ajudar sempre”, disse.


Para a mãe do menino, celebrar a vida de Alif vai ser sempre com a lembrança do atendimento desses profissionais. “Se não fosse a ação rápida do Samu meu filho não estaria aqui”, comemora com o pequeno nos braços.