Em meio a uma nova onda de coronavírus, como está o funcionamento do Centro de Atendimento para Enfrentamento em Itabaiana?

O Portal Itnet quer saber que suporte os itabaianenses tem para enfrentar a doença.

Parece que um ano depois, a história se repete…

Estamos vendo “o mesmo filme novamente”, em relação às fases críticas da pandemia do coronavírus, seja a nível mundial, nacional, estadual ou municipal.

Os casos voltaram a aumentar, a ocupação dos leitos ultrapassa a sua capacidade máxima, medidas restritivas estão sendo anunciadas pelos governantes, e a esperança (que é a vacinação da população) caminha em passos lentos.

No ano passado, as pessoas foram pegas de surpresa com tudo aquilo, e muitas só caíram na real, quando perderam alguém próximo para o coronavírus.

Em 2020, várias medidas foram anunciadas para o enfrentamento ao vírus. Em Sergipe, hospitais da rede estadual foram equipados para receber pacientes e os municípios receberam investimentos para enfrentar a doença e cada um traçou os seus caminhos.

Em relação a Itabaiana, a prefeitura, que à época era comandada por Valmir de Francisquinho transformou a creche Jhon Lenon, no Bairro Porto, no Centro de Atendimento para Enfrentamento ao coronavírus.

O centro foi inaugurado no mês de junho, e continua funcionando até hoje, na gestão que agora tem à frente Adailton Sousa.

Nos meses mais críticos, principalmente junho e julho, cerca de 200 pessoas buscavam algum tipo de atendimento por dia. Hoje, quando os casos “voltam a assustar” novamente, os atendimentos diários são uma média de 120 a 150.

Mas o que de fato o cidadão que estiver com algum sintoma do coronavírus, sintoma gripal e procurar atendimento encontra neste Centro?

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde, Priscilla Melo, o paciente que vai ao centro pode realizar o teste para detectar o coronavírus, se consultar com os médicos e profissionais da enfermagem, a depender do caso e dos sintomas ser medicado e se necessário, transferido para uma unidade hospitalar adequada para tratar o vírus.

“O Centro de Enfrentamento conta com 10 médicos, divididos por escala diária, 4 enfermeiras, 5 técnicos de enfermagem, 1 biomédico, 2 respiradores, 2 monitores cardíacos, 2 bombas de infusão, 1 cardioversor e 1 aparelho de eletrocardiograma. O funcionamento é das 07 às 19 horas, todos os dias da semana”, enfatiza a secretária.

Mas o que acontece quando um paciente busca atendimento no centro, com um sintoma mais grave, como por exemplo, uma falta de ar, algo deste tipo? De acordo com Priscila, em casos assim, o paciente fica na sala de estabilização, onde são verificados os sinais vitais, administrado oxigênio, até a melhora do quadro clínico e uma possível remoção ao hospital, caso haja necessidade. 

Em relação aos respiradores, o centro tem dois equipamentos, que são móveis, utilizados justamente quando há a necessidade de remoção de um paciente para um hospital.

Vale lembrar que o Centro não tem leitos para o internamento de pacientes com a doença, como um leito de UTI, para casos mais graves, ou até mesmo de enfermaria.

Mas e o Hospital Regional de Itabaiana? Por que ele não está na lista do Governo de Sergipe, que cita os hospitais que atendem pacientes com o vírus e disponibilizam leitos?

Afinal, que serviço é prestado no HRI e quais são os leitos disponíveis? A nossa equipe trará amanhã, 18, uma reportagem esclarecedora, para tirar todas as dúvidas da população sobre esse assunto.

Aguarde, se cuide e cuide de todos ao seu redor!

BOLETIM CORONAVÍRUS:

Itabaiana tem no momento 171 casos ativos do coronavírus. 132 pacientes estão em isolamento domiciliar e 39, internados.

Entre o dia 15 e o dia 16 foram registrados 18 novos casos da doença.

Desde o início da pandemia até agora, o município serrano registrou 7.026 casos, 6.722 pacientes se recuperaram e 133 itabaianenses faleceram.