UFS realiza testagem no interior e 22,6% das amostras analisadas confirmaram o coronavírus

Os testes foram feitos em dez municípios sergipanos no começo de março, em parceria com órgãos estaduais e municipais.

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou a testagem para detectar a presença do coronavírus em moradores de dez municípios sergipanos. Com o resultado, 22,6% das amostras analisadas confirmaram a doença.

Os resultados foram apresentados pela Força-tarefa Covid-19 da UFS ontem, 23, e até o momento foram disponibilizados os resultados de 5.405 testes, entre sorológicos e RT-PCR.

Desses testes feitos, 1.226 pessoas confirmaram a doença, o que representa 22,6% das amostras analisadas. A equipe também aguarda o processamento de outros testes já realizados.

De acordo com a UFS, entre os 2.279 testes sorológicos, 395 foram positivos para anticorpos do tipo IgM (infecções ativas iniciais), 115 para o tipo IgG (quando o indivíduo teve contato com a doença e já se recuperou) e 118 para os anticorpos IgG e IgM. Outras 1.651 amostras apresentaram resultado negativo.

Já os testes RT-PCR foram enviados para o estado do Ceará e processados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Do total de 3.126 testes, 598 amostras foram detectáveis para a presença do vírus e 2.528 não detectáveis.

A média da taxa de reprodução do vírus nesses municípios é 1,33, ou seja, 100 pessoas podem transmitir o vírus para outras 133 pessoas.

A testagem foi realizada nos seguintes municípios: Pacatuba, Pinhão, Itaporanga D’Ajuda, Malhador, Frei Paulo, Pirambu, Amparo do São Francisco, General Maynard, Maruim e São Francisco.

Os municípios foram escolhidos com base na pouca testagem, como forma de incentivar que testes sejam feitos, nos locais acima, com maior frequência. Além disso, nestes municípios há um índice alto de mortalidade e internações pela doença.

O trabalho da universidade foi realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e os municípios contemplados.

“A gente observou uma alta taxa de contaminação e baixo título de IgG, que é um anticorpo de memória, mostrando que a pessoa já teve a doença e se recuperou. O tempo de validade desse anticorpo é de, normalmente, cinco meses, então isso revela que quem teve a doença no passado já reduziu a zero os anticorpos”, explica o professor Lysandro Borges, coordenador da Força Tarefa Covid-19 da UFS e representante do Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais do Estado (Ctcae).

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:

-Em Maruim e Pacatuba, cerca de 37% das amostras coletadas do teste RT-PCR deram positivo para a doença;

-Itaporanga registrou 27% dos testes detectável para o coronavírus;

-No caso de Pirambu, onde apenas 13% das amostras foram recebidas, as taxas são preocupantes, já que 47% dos testes deram positivos para a doença;

-Malhador, Itaporanga, Pirambu e Frei Paulo apresentaram baixos índices de IgG (quando o indivíduo teve contato com a doença e já se recuperou).

Com informações da UFS.