Integrantes do PPGCAS da UFS de Lagarto fizeram um estudo sobre este assunto. Confira.

Na pandemia, universitários passaram a ter aulas online. Esta mudança no ensino e o momento atual pode refletir na qualidade de vida e na memória dos estudantes. 

Nesta direção, a fonoaudióloga Nathália Monteiro sob orientação das professoras Kelly Silva e Grace Doria, do Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Saúde (UFS-Lagarto) realizaram uma pesquisa para verificar quais fatores podem estar relacionados à qualidade de vida e a percepção de memória em universitários durante a pandemia.

Mais de 900 universitários, graduandos e pós-graduandos, participaram do estudo. Foi observado que os fatores: baixa renda, ser ou morar com alguém do grupo de risco para COVID-19, ter diminuído a renda na pandemia, e ser mulher influenciaram negativamente na qualidade de vida dos participantes da pesquisa.

Os universitários mais jovens e com menor faixa de renda perceberam sua qualidade de vida relacionada à voz de forma mais negativa que os demais.

Já o que influenciou na baixa percepção da metamemória foi ser mulher e ter baixa renda. Esses dados reforçam o quanto a fator econômico e o gênero, associados à mudança da estratégia pedagógica, são capazes de influenciar negativamente a qualidade de vida, a qualidade de vida em voz e os processos cognitivos em relação a memória dos estudantes analisados.

*Essa matéria foi desenvolvida por integrantes do Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Saúde da UFS de Lagarto, que semanalmente trará matérias sobre assuntos de interesse da população, aqui no Portal Itnet