Nesta quarta-feira, dia 5 de maio, teremos a primeira partida de uma das semifinais do Campeonato Sergipano de 2021. A partir das 17h, na Arena Batistão, Sergipe e Confiança realizarão o primeiro Clássico Maior da reta final da competição, com transmissão exclusiva da It TV Plus.

Mas, você se lembra da última vez que os dois rivais se encontraram nessa fase do estadual?

10 anos atrás, o futebol sergipano era muito diferente

O ano era 2011, e naquela época o estadual funcionava com um formato similar ao antigo Campeonato Carioca, que era considerado um dos melhores e mais charmosos torneios do país. Muito antes do Confiança estar na Série B ou do Batistão se tornar Arena, os dois maiores clubes da capital e do nosso estado duelavam por uma vaga na final da Taça Estado de Sergipe.

Isso mesmo, o Sergipano era definido em taças. No primeiro turno, as equipes eram divididas em dois grupos com cinco times cada. Os clubes do grupo A enfrentavam os clubes do grupo B em partidas de ida e volta, com os dois melhores de cada chave passando para o ‘Cruzamento Olímpico’ da primeira fase.

Naquela época, tanto Sergipe, quanto Confiança, ficaram fora do primeiro mata-mata. Na chave do Dragão do Bairro Industrial, o grupo A, passaram São Domingos e Guarany de Porto da Folha, com o proletário ficando em terceiro lugar. Já no grupo B, River Plate e Socorrense foram os classificados, com o Sergipe na quarta posição.

Sem os times mais tradicionais, a reta final do primeiro turno foi decidida apenas com times do interior. Na final, São Domingos e River Plate empataram os dois jogos – 2 a 2 na ida e 1 a 1 na volta – e decidiram o títulos nos pênaltis.

Nas cobranças definitivas, melhor para o genérico argentino de Carmópolis. Com direito a gols de Bibi – hoje membro fixo da comissão técnica do Confiança – e Váldson – zagueiro que fez história no futebol brasileiro e sergipano – o River sagrou-se campeão da Taça Cidade de Aracaju.

Similar a Taça Guanabara do Campeonato Carioca, esta garantia uma vaga na final geral do Sergipão de 2011. Campeão estadual no ano anterior, o River Plate já caminhava para mais um triunfo em terras sergipanas, mesmo que sendo praticamente um recém-nascido por aqui.

Segundo turno

No segundo turno, a dinâmica era a mesma do primeiro. Mesmos grupos e mesma quantidade de confrontos: chave A contra chave B em jogos de ida e volta. A pressão, claro, era enorme no Mais Querido e no Dragão. Principalmente no colorado.

Um ano antes, em 2010, o Sergipe tinha fugido do rebaixamento por detalhes. Num formato diferente, o estadual colocava todos os times num só grupo para jogarem partidas de ida e volta. Os quatro melhores avançavam para o quadrangular final e os dois últimos eram rebaixados.

O Gipão, com 19 pontos em 18 jogos, foi o oitavo colocado da edição, apenas dois pontos a mais que Sete de Junho, que ocupou a nona posição e foi um dos rebaixados naquele ano. O Confiança, por sua vez, avançou em terceiro lugar e terminou o campeonato na segunda posição geral, sendo vice justamente para o River Plate.

Na segunda fase, a história foi diferente. O Dragão passou em primeiro lugar do grupo A, com 14 pontos, ao lado do São Domingos, com 12. No grupo B, o River foi novamente o líder, com 17 pontos ao todo. O Sergipe, assim como seu maior rival, melhorou seu desempenho em relação ao primeiro turno e passou em segundo, com 12 pontos.

O Confronto

Como o primeiro colocado de um grupo enfrentava o segundo do outro, o Clássico Maior seria uma das batalhas decisivas pela vaga na final. Liderados por Rafael Grampola e Thiago Santos, o Sergipe foi quem se deu melhor no embate.

No primeiro jogo, vitória por 3 a 2. Vitória essa, inclusive, que poderia ter sido ainda mias complicada para o Confiança. Isso porque, com menos de 20 minutos de jogo, o placar já marcava 3 a 0 para o alvirrubro, com Grampola marcando duas vezes. Todavia, no segundo tempo, Roberto marcou em duas oportunidades e deu esperanças para o alvianil no confronto.

Entretanto, o momento era realmente da dupla Grampola e Thiago. O primeiro, um atacante vindo do sul, com pouca rodagem e desconhecido no cenário nacional. O segundo, prata da casa colorada, cria do João Hora de Oliveira que dava seus primeiros passos importantes no futebol.

Na partida de volta, outra vitória do Sergipe. Rafael Grampola abriu o placar, Thiago ampliou e Júnior Mineiro diminuiu para o Confiança. Para um clube que vinha de um quase rebaixamento e de um primeiro turno desastroso, as duas vitórias acachapantes perante o maior rival foram revitalizadoras para o Diabo Vermelho de Aracaju.

A final

Do outro lado da chave, o São Domingos levou a melhor perante o River e acabou com as chances do time de Carmópolis ser campeão sem precisar de uma final. O Sergipe, por sua vez, mesmo que embalado, não conseguiu ser páreo para o ousado time do Agreste sergipano.

Tanto em Aracaju, quanto em São Domingos, duas vitórias da equipe interiorana. No primeiro jogo, 2 a 0 com gols de Nivaldo e Tito. Na volta, mais uma partida predominante da equipe do Agreste: 3 a 1, gols de André Saúde (duas vezes) e Fernandinho; Thiago descontou para o Sergipe. No fim, o tricolor da terra da farinha foi campeão da Taça Estado de Sergipe.

Na finalíssima entre River Plate e São Domingos, melhor para o time de Carmópolis. Com 3 a 0 na ida e 1 a 1 na volta, o genérico argentino se sagrava bicampeão sergipano de forma consecutiva.

Mesmo derrotado, o saldo para o Sergipe naquele ano não terminava tão negativo. Teve em Rafael Grampola o Craque do Campeonato e em Wallace o Craque Revelação do certame. Além disso, as duas vitórias perante o rival ajudavam a amenizar o desfecho não tão feliz assim.

Em 2021

10 anos depois, o cenário é bem diferente. O River Plate não existe mais, o São Domingos está inativo e Confiança e Sergipe estão em realidades bastante opostas. Enquanto o azulino está na Série B e classificou-se com tranquilidade para o mata-mata, o colorado figura na quarta divisão do Campeonato Brasileiro e precisa chegar até a final para ter calendário novamente em 2022.

Outro fator é que o proletário teve a melhor campanha da primeira fase e passou em primeiro do grupo B. Assim, o Dragão tem a vantagem de dois resultados iguais e se classifica para a finalíssima com dois empates.

E então, qual será o desfecho deste reencontro decisivo? Os detalhes de mais um Clássico Maior histórico você confere na It TV Plus.

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Foto: Reprodução/Blog do JJ