Materiais apreendidos em operações contra investidas criminosas em caixas eletrônicos são explodidos

A necessidade de explodir o material é devido aos riscos de armazenamento, desta forma é possível analisar os componentes químicos utilizados na confecção do artefato explosivo.

Em uma ação integrada entre o Comando de Operações Especiais (COE) e do Instituto de Pesquisas e Análises Forenses (IAPF), foi feita a explosão de materiais apreendidos pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

O material, apreendido durante operações, possivelmente seria utilizado em investidas criminosas contra caixas eletrônicos. Na manhã desta quarta-feira, 26, foi feita a explosão de uma granada caseira e de 26 bombas caseiras.

Na operação de explosão do material, as equipes do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF) saíram do COE, juntamente com os militares, para o local de destino da explosão.

A necessidade de explodir o material é devido aos riscos de armazenamento, desta forma é possível analisar os componentes químicos utilizados na confecção do artefato explosivo.

O perito criminal Nailson Correia explicou que a explosão desse material é necessária às análises periciais, que fornecem subsídios aos inquéritos policiais.

Nailson Correia ressaltou a periculosidade do material, de modo que o manuseio só pode ser feito por pessoas devidamente capacitadas para a atividade. No ano passado o IAPF recebeu duas solicitações de análise pericial de explosivos, já neste ano já foram realizadas cinco solicitações desta natureza.

“É de extrema importância falar de ocorrências que envolvam artefatos explosivos, tendo em vista o grande poder de destruição desse material e os grandes riscos de manipulá-los sem o devido conhecimento. Tanto a Polícia Militar, por meio do Comando de Operações Especiais (COE), quanto a Coordenadoria Geral de Perícias, por meio do IAPF, têm profissionais habilitados a manusear esse material com a devida segurança”, reiterou.

O capitão Weniston Queiroz, do COE, destacou a integração entre as instituições com o objetivo de proceder às análises de explosivos de forma segura. O capitão mencionou que foi feito um planejamento estratégico que resultou na ação que ocorreu na manhã desta quarta-feira.

“Existe uma integração muito importante das forças de segurança de Sergipe. Toda e qualquer apreensão de material explosivo é encaminhada para o IAPF, que faz a devida análise. Mas nem todos os materiais trazem a segurança necessária para que o perito possa agir e fazer sua análise. Foi feito um planejamento e no dia de hoje fizemos a desativação desse material”, concluiu.

Fonte e fotos: SSP/SE