INVERSÃO DE VALORES: detentos são imunizados, enquanto população teme o coronavírus. Onde está o erro?

A vacinação de quem está “guardado”, por ter cometido algum crime ocorre primeiro de que a de quem precisa lutar diariamente.

Foto: Sejuc

Em nossa sociedade, os valores são invertidos sempre e sempre e sempre. E quando o assunto é coronavírus, isso não é diferente…

Os detentos dos presídios de Sergipe, bem como de outros estados, chamados de “pessoas privadas de liberdade” estão sendo imunizados contra o coronavírus.

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), com autorização do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) distribui, desde a semana passada, as doses para a imunização dos detentos das unidades prisionais, bem como dos profissionais que lá trabalham.

Enquanto isso, o cidadão de bem, que acorda cedo todo dia, escutando a frase “Fique em casa”, mas sem poder ficar porque tem uma CASA, UMA FAMÍLIA para sustentar, aguarda ansiosamente pela vacina.

Enquanto isso, o cidadão de bem precisa sair de casa com medo, não mais apenas da criminalidade, mas também de pegar o coronavírus, precisar de uma UTI, não ter uma UTI, morrer por falta de respiração e deixar a família neste mundo cruel…

Onde está o erro? Não somos nós, cidadãos de bem, trabalhadores, que estamos mais vulneráveis e corremos mais riscos?

Por que não somos nós, que estamos aqui fora, neste mundo, vacinados primeiro que eles, que estão lá nos presídios, como se diz na linguagem popular, “guardados”. Por que não estamos primeiro nesta fila?

Queremos uma explicação!