O Confiança voltou a tropeçar na Série B do Campeonato Brasileiro. Na noite de ontem, quarta-feira (15), o Dragão do Bairro Industrial empatou em 1 a 1 com o Brasil de Pelotas na Arena Batistão, em Aracaju. Apesar do amplo domínio durante quase toda a partida e de ter um jogador a mais desde o fim do primeiro tempo, o time azulino novamente pecou nas finalizações e chegou a terceira partida sem vencer na competição.

Para o técnico Rodrigo Santana, o problema foi a forma como o time entrou no jogo. Segundo ele, o problema não foi o Brasil ter começado bem, mas sim a forma como seus jogadores entraram no jogo, de maneira lenta e com pouca atenção.

“Foi até bom o adversário vir em cima, marcando, ficando exposto, aberto, todos nossos passes entrelinha estavam encaixando. O problema é que nosso time que entrou muito lento, trocando passes lentamente, sem atenção no jogo. Isso causou uma facilidade maior para o adversário, acabaram fazendo o gol e entraram na estratégia [defensiva] que já é característica do DNA do próprio Brasil de Pelotas. Isso fez com que o jogo dificultasse um pouco, mas não mudou nossa forma de propor, de querer jogar. O que tá faltando é não tomar o gol também”, analisou.

Falta equilíbrio

O treinador afirmou que apesar da quantidade de chances criadas pelo Confiança – 27 finalizações ao todo -, falta equilíbrio para que o time consiga ter mais tranquilidade, evolução e bons resultados. Rodrigo disse que mesmo tendo em mãos um time que sabe propor, faz-se necessário maior maturidade para fechar as linhas de marcação e explorar a transição em contra-ataque.

“Hoje conseguimos terminar e finalizar mais as jogadas, mas falta fazer mais gols, ter um pouco mais de equilíbrio, passar um jogo sem tomar gol, ter mais tranquilidade na fase defensiva. Entrar os onze atrás da linha da bola, fechar as linhas de passe, e ter um pouco mais de maturidade para sair em transição. Nosso time é agudo, propõe jogo, mas sem a bola todos têm que marcar também”, disse o comandante.

Bola parada segue sendo um problema

Rodrigo também lamentou o problema da bola parada. O treinador afirmou que isso é algo a ser corrigido, e como ele tem pouco tempo no clube e o elenco passou por uma reformulação, os fatores adaptação – dele e dos jogadores – têm feito diferença negativa nos resultados da equipe. Para o comandante, é questão de encaixe e tempo para se entender os melhores mecanismos para que o time possa performar melhor.

“Infelizmente, a gente, dentro de casa, mais uma vez tomamos um gol de bola parada. A lição é trabalhar e analisar uma melhor forma dessa bola parada, tentar corrigir alguns jogadores. Estamos rodando alguns jogadores para não sobrecarregar. Alguns entram sem ritmo, alguns estão se conhecendo agora, então para o início da competição essa oscilação de bons e maus jogos de alguns atletas vai ser inevitável. Como estou chegando agora, ainda não tinha conhecido o Caíque jogando. Já conhecia o Isaque há tempos, hoje foi o primeiro jogo que ele fez, então estamos conhecendo os jogadores aos poucos e vamos entendendo qual a melhor forma de jogo para conseguir encaixar esses atletas”, finalizou.

Tabela e Agenda

O empate em 1 a 1 deixou o time sergipano na 10ª posição, com quatro pontos conquistados. Como a quarta rodada da Série B ainda não foi finalizada, o proletário ainda poderá perder algumas colocações na tabela.

Sem muito tempo para descanso, o Confiança já volta a campo no próximo sábado, 19. O Dragão do Bairro Industrial precisará correr atrás do prejuízo fora de casa diante do Sampaio Corrêa, no Castelão, às 21h, em São Luís do Maranhão.

Foto: Lucas Almeida – AD Confiança