O projeto é desenvolvido pelo PPGCAS da UFS campus Lagarto.

No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais de forma adequada à saúde pública, à conservação dos recursos naturais e à proteção do meio ambiente.

No entanto, o país ainda ocupa a 103ª posição no ranking mundial de acesso ao saneamento básico, atrás de países como Uruguai, Argentina e Venezuela.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, a taxa média de atendimento à rede de esgoto no Brasil em 2018 era de 53,2%, enquanto a taxa de coleta de esgoto na área urbana era de 60,9%, com tratamento de esgoto de 46,3%.

Outro agravante é o elevado número de pessoas em contato direto com esgoto a céu aberto e acesso a água não potável. Como lavaremos nossas mãos adequadamente se a água encanada apresenta altos índices de coliformes fecais?

Isso é refletido no persistente e elevado número de casos de doenças infecciosas como a esquistossomose (barriga d’água) e a ascaridíase (lombriga), fortemente associadas à precariedade do saneamento básico e a baixos índices de educação em saúde.

Um dos projetos desenvolvidos no PPGCAS buscar avaliar os índices de saneamento básico em Sergipe e associar com a presença de doenças infecciosas, na tentativa de convencer os governantes a aumentarem o cuidado com a água utilizada pela população sergipana.

*Essa matéria foi desenvolvida por integrantes do Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Saúde da UFS de Lagarto, que semanalmente trará matérias sobre assuntos de interesse da população, aqui no Portal Itnet