No enfrentamento a COVID-19, nem sempre os problemas acabam logo após o período crítico do contágio. Estudos clínicos relevantes mostram que a COVID-19 afeta prioritariamente os sistemas imunológico, respiratório, cardíaco, vascular, neurológico, psíquico e musculoesquelético.

No entanto, o estado de insuficiência grave do tecido muscular promove marcante dor e fadiga generalizada, como resposta a redução significativa da massa magra em mais de 40%, diminuição de força entre 45 e 60%, perda de resistência muscular em pelo menor 40% e atraso na coordenação motora para atividades simples como sentar, levantar e caminhar, fenômeno esse denominado de Sarcopenia Aguda afirma o Prof. Dr. Miburge Jr.

Mais especificamente, devemos entender que os músculos funcionam como uma bomba motriz controlando a velocidade do fluxo sanguíneo, produzindo calor corporal, gerando energia para o corpo, atuando em funções metabólicas, além das ações de locomoção e controle respiratório, pois, sem os músculos diafragma, intercostais e acessórios não existiria uma respiração espontânea aponta a prof.a Dr.a Érika Ramos.

Também é preciso lembrar que essa doença é desafiadora, exatamente como uma partida de xadrez, ela move uma peça e nós pesquisadores e clínicos temos que correr contra o tempo para fazermos a melhor jogada, principalmente na área de reabilitação musculoesquelética.

Por fim resta nos perguntar: Estamos preparados para enfrentar as consequências da sarcopenia aguda secundária à COVID-19?

Esta pesquisa está em andamento no PPGCAS, conduzida pela Prof.a Dr.a Érika Ramos e Prof. Dr. Miburge Jr e alunas de mestrado: Renata Silva e Grazielle Batista , além da parceria internacional da Florida International University (Miami) e Instituto de Pesquisa Advanced Physical Therapy (Madrid).

*Essa matéria foi desenvolvida por integrantes do Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Saúde da UFS de Lagarto, que semanalmente trará matérias sobre assuntos de interesse da população, aqui no Portal Itnet