Sintese decide suspender a greve, mas não garante retorno imediato dos professores à sala de aula

O Sindicato orienta que professores avaliem se a unidade de ensino tem de fato as condições para o retorno.

Foto: Sintese

Em assembleia realizada na última quinta-feira, 19, os membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) decidiram suspender a greve dos professores da rede estadual de ensino.

Apesar de por fim à greve, o Sintese não garante o retorno imediato dos profissionais à sala de aula. Segundo o Sindicato, a greve foi encerrada, mas eles “continuam a luta em defesa da vida”.

O não retorno imediato tem como base a portaria nº3324 de 13 de agosto, no artigo 6º que diz que:

“A Unidade de Ensino que não tiver condições para retornar com suas atividades presenciais na data prevista nesta Portaria, seja por circunstâncias estruturais, reformas ou qualquer outro motivo, deverá enviar justificativa a sua Diretoria de Educação indicando a previsão para o retorno presencial”.

O Sintese orienta que professores avaliem se a unidade de ensino tem de fato as condições para o retorno e a partir disso construam o calendário para retornar às atividades.

“Suspendemos a greve pela vida, mas isso não significa o fim da nossa luta para que as escolas tenham as condições sanitárias, pedagógicas e se garanta a imunização dos trabalhadores da Educação. O espaço de luta agora é no chão da escola”, disse a presidente do Sintese, Ivonete Cruz.

As aulas de grande parte da rede estadual voltaram de maneira híbrida na terça-feira, 17, após um ano e três meses funcionando somente no modelo remoto, em virtude da pandemia no novo coronavírus.

Um dia antes, na segunda, 16, a Justiça de Sergipe decretou como ilegal a greve dos professores da rede estadual.