Durante a pandemia, a suplementação com a vitamina D vem sendo um assunto muito comentado, mas afinal, qual o papel desta vitamina nas doenças infecciosas?

A vitamina D é conhecida por regular a homeostase óssea e do cálcio. A descoberta de que receptores de vitamina D estão presentes nas células do sistema imunológico incluindo monócitos, macrófagos, células dendríticas, células NK e linfócitos T e B, despertou interesse no uso desta como um modulador em processos inflamatórios e infecciosos.

Estudos recentes demonstraram a associação entre baixas concentrações de vitamina D e aumento na incidência de doenças infecciosas. Porém um estudo com a suplementação de três vezes a dose de vitamina D em pacientes com tuberculose não observou melhora significativa durante a infecção.

Embora, ainda seja muito discutido qual o nível de vitamina D sérica ideal e a quantidade suplementada para a saúde imunológica é aconselhável ter cuidado com o excesso, pois este pode causar toxicidade e dano renal.

Devido à existência de poucos e controversos estudos acerca do papel da vitamina D nas doenças infecciosas, a estudante de mestrado do PPGCAS e nutricionista Monize Rabelo, sob orientação das professoras Roseane Nunes e Priscila Lima, estão desenvolvendo uma pesquisa para avaliar as concentrações da vitamina D na progressão da leishmaniose visceral.

*Essa matéria foi desenvolvida por integrantes do Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Saúde da UFS de Lagarto, que semanalmente trará matérias sobre assuntos de interesse da população, aqui no Portal Itnet