Segundo a diretora da Regional, o ensino só será instalado porque em votação do Conselho foram cinco votos favoráveis para a instalação e dois contrários.

Estudantes do Colégio Estadual Dr. Augusto César Leite, em Itabaiana estão insatisfeitos com a instalação do ensino médio em tempo integral, na unidade, a partir do ano que vem. De acordo com os alunos, a equipe diretiva decidiu pela implantação sem antes consulta-los. Houve uma grande confusão ontem, já tratada anteriormente por nossa equipe.

Em virtude de o assunto causar polêmicas e dividir opiniões, visto que também há uma resistência por parte de alguns professores, a nossa equipe entrou em contato com Daniela Silva, diretora do Diretoria Regional De Educação (DRE-03), responsável pelas escolas estaduais do Agreste.

De acordo com ela, o ensino médio integral é uma modalidade que está no plano nacional e estadual de educação e sua implantação nas escolas de Itabaiana é cogitada desde 2017.

Existe um processo no Ministério Público Estadual (MP/SE) e ontem, 10, a promotoria questionou porque nenhuma escola de Itabaiana, até o momento tem essa modalidade, já implantada em outros municípios da DRE-03, sendo recomendado que os conselhos das escolas estaduais, responsáveis por tomar decisões, se reunissem e decidissem pela adesão, ou não.

“Ainda ontem, o conselho do César Leite, formado pela diretora, servidores, professor da unidade e também um pai de aluno se reuniram e por 5 votos a 2 decidiram pela instalação, a partir do ano que vem, de maneira gradativa. O documento já foi enviado à Secretaria de Estado da Educação”, informou.

Um dos questionamentos dos alunos é que a escola não tem estrutura para o ensino integral. Perguntada sobre isso, Daniela disse que realmente, atualmente a escola não está totalmente adequada, mas a partir da adesão vem uma verba, destinada às adequações. Ela disse também que isso já ocorreu em escolas de outros municípios.

A ideia da DRE-03 é que a modalidade seja implantada em pelo menos duas escolas, e os conselhos do Eduardo Silveira e Murilo Braga ainda se reunirão, para discutir o tema.

Se houver a implantação no César Leite e Murilo Braga, por exemplo, os estudantes que não queiram participar terão a opção de estudar em outra escola, como o Eduardo Silveira e Nestor Carvalho, por exemplo.

A inserção será gradativa, ou seja, ano que vem será apenas integral para quem estudo o primeiro ano, em 2023, para quem está no segundo e em 2024, para os estudantes também do terceiro ano.

A Secretaria de Estado da Educação deve ainda hoje se manifestar sobre o assunto.