Em meio a revolta e comoção, moradores de Umbaúba protestam pela morte de homem em abordagem da PRF

A Polícia Federal disse que já instaurou o inquérito para investigar o caso. Família da vítima pede por justiça.

Durante a manhã desta quinta-feira, 26, moradores de Umbaúba fizeram um protesto, em revolta pela morte de Genilvaldo de Jesus Santos, de 38 anos, durante uma abordagem desastrosa de dois agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última quarta, 25. Eles atearam fogo em pneus e fecharam a BR-101, justamente no local onde tudo ocorreu.

Inconformados com o desfecho do caso, os moradores pediram justiça e uma resposta rápida das autoridades, para que os dois policiais envolvidos na ocorrência sejam punidos devidamente. A Polícia Federal em Sergipe disse que já instaurou o inquérito para investigar o ocorrido, que repercutiu nacionalmente, por conta da crueldade empregada na ação policial.

O Instituto Médico Legal (IML) informou por meio de boletim que Genivaldo morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.

Através de nota, o presidente da OAB, Danniel Alves lamentou o caso, disse que colocou a Comissão de Direitos Humanos para acompanhar tudo e que mandará um documento oficial para a Corregedoria de Polícia. “Vamos seguir vigilantes”, completou Daniel.

Genivaldo era casado e tinha um filho de oito anos.

O CASO:

Conforme familiares e testemunhas, Genivaldo trafegava de moto quando recebeu ordem de parada dos agentes da PRF e obedeceu, mas mesmo assim foi agredido verbalmente e fisicamente, mesmo sem esboçar nenhuma reação à ação e também sem estar armado.

A família disse que após ser agredido com empurrões e chutes, Genivaldo foi colocado no porta malas da viatura, que estava repleto de gás lacrimogêneo.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram toda a ação, inclusive, Genivaldo gritando por socorro e ajuda, em meio ao porta malas tomado da fumaça do gás. Mesmo com o apelo do homem e de quem presenciava o fato, os policiais não deixaram ele sair e ele inalou bastante gás.

Ainda segundo a família, Genivaldo sofria de esquizofrenia e um sobrinho dele chegou a alertar os policiais sobre essa condição dele. No momento da abordagem, ele estava com uma cartela de comprimidos no bolso.

Genivaldo morreu no hospital do município, para onde foi levado pelos dois agentes. A família e toda a cidade quer uma resposta e explicação à ação cruel.

O QUE DIZ A PRF:

Por meio de nota, a assessoria da PRF de Sergipe lamentou o desfecho da ação e disse que a conduta dos dois policiais será apurada.

Segundo a PRF, Genivaldo resistiu à abordagem, expressou agressividade e por conta disso “foram empregadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção”.

Ainda de acordo com a nota, durante o deslocamento até a delegacia, Genivaldo passou mal, foi socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu.

NOVAS INFORMAÇÕES SERÃO ADICIONADAS ASSIM QUE SURGIREM.