Caso Genivaldo: defesa da família diz que prisão preventiva dos policiais envolvidos será analisada em até cinco dias

Genivaldo Santos foi morto por policiais rodoviários dia 25 de maio, no km 180 da BR-101, em Umbaúba. Ele foi algemado, teve os pés amarrados e foi colocado no carro da PRF, onde os agentes jogaram gás.

Nesta terça-feira, 07, o advogado Ivis Melo, responsável pela defesa da família de Genivaldo Santos, morto de forma violenta durante uma ação de policiais rodoviários no município de Umbaúba, em Sergipe, disse que o pedido de prisão preventiva dos agentes deve ser analisado nos próximos cinco dias. A informação foi divulgada após uma reunião com o juiz que recebeu o pedido.

De acordo com o advogado, durante esses dias, o Ministério Público deve ser acionado sobre a solicitação e se manifestar a favor ou contra a prisão. “Demonstramos que houve uma colocação de inverdades na comunicação feita pelos policiais no momento da abordagem. Agora que vai para o Ministério Público analisar os outros fundamentos, que foi exatamente aí que a gente saiu da linha da comoção social e trouxe algo mais concreto ainda que é a fraude processual”, declarou.

A defesa da família pediu a prisão preventiva dos policiais envolvidos por fraude processual, já que, para eles, o que consta no Boletim de Ocorrência registrado pelos agentes não é o que foi registrado nas imagens no momento da ação.

Por enquanto, os policiais já deram dois depoimentos. O primeiro aconteceu no dia 26 de maio, quando foram ouvidos por um delegado de plantão. Convocados mais uma vez, dois deles voltaram nesta segunda-feira, 06, e um foi ouvido nesta terça-feira, 07.

Segundo a reportagem realizada pelo Fantástico, os agentes foram identificados como Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia. A investigação segue totalmente sigilosa.

Foto: Reprodução/Redes Sociais