Reitores da UFS e IFS falam sobre bloqueio de verbas, que compromete o funcionamento das instituições

Segundo os reitores, o bloqueio impede o andamento de diversas atividades, impacta diretamente nas verbas direcionadas aos programas de assistência estudantil e pode comprometer o ano letivo.

Nesta segunda-feira (20), o reitor da Universidade Federal de Sergipe, Valter Santana, e a reitora do Instituto Federal de Sergipe, Ruth Sales, apresentaram, em entrevista coletiva, os orçamentos das instituições. Desde o dia 30 de maio, o Ministério da Educação bloqueou R$ 15 milhões em custeio e investimentos previstos para 2022.

Apesar de posteriormente recomposto na metade do valor contingenciado, na UFS o bloqueio representa R$ 3,7 milhões; já no IFS, equivale a R$ 2,6 milhões. De acordo com os reitores, o bloqueio impede o andamento de diversas atividades, impacta diretamente nas verbas direcionadas aos programas de assistência estudantil e pode comprometer o ano letivo. Além disso, as instituições federais não têm reajuste há cerca de dez anos.

“Conseguimos idealizar para a UFS um planejamento para 2022, através do qual apoiamos ações estratégicas da nossa instituição, onde inserimos dentro do nosso contexto o desafio de retornar às atividades presenciais, dando condições [de permanência] para muitos alunos em condição de vulnerabilidade socioeconômica [perfil majoritário do corpo discente. O bloqueio nos deixa muito preocupados, temos que replanejar, e algumas dessas ações entram em risco de não serem executadas”, disse Valter Santana.

“Na assistência [estudantil], caímos para quase um terço [do valor disponível] — a redução, em termos numéricos: tínhamos R$ 5 milhões, passamos a ter R$ 1,4 mi. O IFS está presente em todas as regiões do estado, em 9 campi. Dos nossos discentes, 79% necessitam desse apoio, seja como auxílio transporte, auxílio moradia, auxílio alimentação, monitoria”, completou Ruth Sales.

Foto: Ascom UFS