Mais de 40% da população sergipana vive em situação de pobreza, diz estudo da FGV Social

Sergipe ocupa o 5º lugar do ranking nacional e fica atrás apenas de Pernambuco, Alagoas, Amazonas e Maranhão.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, na última quarta-feira (29), a pesquisa sobre o Novo Mapa da Pobreza no Brasil. O levantamento, que avalia como as pessoas vivem com menos de R$ 497 por mês, informou que Sergipe ocupa o 5º lugar no ranking nacional e cerca de 48,17% da população se encontra em situação de pobreza.

Ainda segundo levantamentos, 14 dos 27 estados do Brasil têm 40% da população dentro desta classificação. Sergipe fica atrás apenas de Pernambuco (50,32%), Alagoas (50,36%), Amazonas (51,42%) e Maranhão (57,90%). Já a menor taxa do país é de Santa Catarina (10,16%), seguida por Rio Grande do Sul (13,53%) e Distrito Federal (15,70%).

O Mapa da Pobreza tem como objetivo avaliar a evolução da pobreza nos últimos anos. Para a pesquisa, são levados em conta os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A classificação da pesquisa aponta que pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 497 por mês, considerando os preços do 4º semestre de 2021 e os critérios internacionais. Por meio dos resultados, foi possível concluir que 62,9 milhões de brasileiros vivem em situação de pobreza. O número é equivalente a quase um terço dos cidadãos – com uma porcentagem de 29,62%.

A pesquisa também divulgou que 25 dos 27 estados registraram um aumento de pessoas nessa condição. Segundo Marcelo Neri, economista responsável do FGV Social pelo estudo, ao Valor Econômico, disse que o número atual representa um aumento considerável em relação a três anos atrás.

 “O contingente de pessoas com renda domiciliar per capita até R$ 497 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país. Este número representa 9,6 milhões a mais que em 2019, quase um Portugal de novos pobres surgidos ao longo da pandemia”, explicou.

Foto: Agência Brasil