Sindijor e Fenaj emitem nota repudiando as agressões contra jornalistas durante a Festa do Mastro de Capela

“Este tipo de atitude não é cultura, não é folclórico, e não é compatível com o brilho histórico que a festa proporciona há mais de oito décadas”, diz a nota.

Por meio de uma Nota de Repúdio, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lamentaram as agressões registradas contra jornalistas, durante a tradicional Festa do Mastro de Capela.

Os profissionais da imprensa, que faziam a cobertura do evento estavam num dos trios, quando foram apedrejados. Dois repórteres da TV Atalaia foram atingidos, um na testa e a outra no olho.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a situação e localizar os envolvidos nas agressões.

Confira a nota do Sindijor e Fenaj na íntegra:

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor/SE), e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), vêm a público protestar com votos de repúdio as ações protagonizadas por um grupo de vândalos durante a 83ª edição da Festa do Mastro de Capela, realizada na manhã deste domingo, 03 de julho.

Seguindo no sentido contrário daquilo que é historicamente aguardado por milhares de pessoas, em determinado trecho do trajeto, populares deram início ao arremesso de pedras, pedaços de madeira e garrafas de vidro em meio à lama e barro contra jornalistas. Apesar dos inúmeros pedidos de ordem, feitos pela comissão organizadora no trio-elétrico principal, as ações permaneceram atingindo, em especial, o carro de apoio que conduzia profissionais do Jornalismo, da saúde e organizadores.

Em meio à desordem pública, lamentavelmente dois jornalistas que trabalhavam no registro da festa foram atingidos e sofreram cortes na região da cabeça e rosto; outros profissionais também foram atingidos, mas sem ferimentos. Este tipo de atitude não é cultura, não é folclórico, e não é compatível com o brilho histórico que a festa do mastro de Capela proporciona há mais de oito décadas.

Diante do ocorrido, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe e a Federação Nacional dos Jornalistas lamentam o perceptível baixo efetivo da Segurança Pública, bem como orientam as empresas de comunicação para que repensem quanto a produção e execução de reportagens as quais ponham em risco a integridade física dos seus respectivos trabalhadores e trabalhadoras.

Frisamos que toda e qualquer intercorrência responsável por provocar dano à saúde dos jornalistas, em plena atividade profissional, é de integral ônus para os veículos oficiais de imprensa aos quais estes trabalhadores fazem parte. Em tempo, prestamos solidariedade aos colegas jornalistas e nos colocamos à disposição”.