UFS receberá testes para detecção da varíola dos macacos; saiba como o vírus é transmitido e quais são os sintomas

O kit, que contém 300 testes, foi doado pela Coreia do Sul e deve chegar em Sergipe na segunda quinzena do mês de agosto. No Brasil, já foram detectados mais de 800 casos.

Segundo o professor e pesquisador Lysandro Borges, do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), a instituição dará início à realização de testes para detecção da varíola dos macacos. A informação foi divulgada através de uma entrevista concedida à TV Sergipe.

No dia 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a doença como uma emergência global de saúde. Até agora, a varíola já foi confirmada em mais de 16 mil pacientes espalhados por 74 países. No Brasil, foram detectados mais de 800 casos, conforme dados do Our World In Data e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

De acordo com Lysandro Borges, a testagem ficará sob responsabilidade do Laboratório de Bioquímica Clínica (Labic) da UFS. O kit, que contém 300 testes, foi doado pela Coreia do Sul e deve chegar em Sergipe na segunda quinzena do mês de agosto. O pesquisador informou também que os municípios interessados na testagem devem entrar em contato com o Labic.

COMO A VARÍOLA DOS MACACOS É TRANSMITIDA E QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A varíola dos macacos é uma infecção causada pelo vírus monkeypox, que pertence a mesma família do vírus da varíola humana. Segundo a OMS, a partir do início dos sintomas, a infecção pode ser dividida em dois períodos.

No primeiro, que dura até cinco dias, os sintomas mais comuns são: febre, dor de cabeça, inchaço nos linfonodos, dor nas costas, dores musculares e falta de energia intensa. Após a primeira etapa, começa a segunda, marcada por feridas na pele.

As irritações surgem depois de um ou três dias do início da febre e costumam aparecer no rosto, extremidades do corpo, na mucosa da boca, genitália e olhos. Contudo, as marcas cutâneas variam entre cada caso – alguns podem apresentar poucas.

Já a transmissão é por contato próximo com lesões da pele, secreções respiratórias ou objetos usados por uma pessoa que está infectada, e animais infectados também podem transmitir. O vírus não pode ser passado de mãe para filho durante a gestação, por meio da placenta.

Ainda, até o momento, não foi confirmado se a doença pode ser considerada sexualmente transmissível – mas ela pode ser passada durante a relação por conta da proximidade e contato da pele entre as pessoas envolvidas.

A varíola dos macacos é, na maioria das vezes, um quadro que, após duas ou quatro semanas, a pessoa já está recuperada. Os casos mais severos acontecem geralmente com crianças e sua condição de saúde e exposição do vírus. Ou, também, pode haver complicações com pacientes que têm problemas no sistema imunológico.

PROTEÇÃO

Para se previnir, a Saúde Estadual orienta que devem se manter as mesmas medidas de prevenção adotadas durante a pandemia, como a higienização das mãos e uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras.

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