Brasil tem mais de 800 casos da Varíola dos Macacos e OMS alerta que situação “é muito preocupante”

Segundo o Ministério da Saúde, a doença é prioridade para a pasta.

“É muito preocupante”. Foi assim que a líder técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Rosamund Lewis configurou a situação da Varíola dos Macacos no Brasil, que até o momento tem 813 casos confirmados da doença.

“É importante que as autoridades também tomem conhecimento da emergência de saúde pública e de interesse internacional, das recomendações e tomem as medidas adequadas”, declarou Rosamund.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença é prioridade para a pasta, com o monitoramento e análise da situação epidemiológica frequentes, além da disponibilização dos testes à população que tenha suspeita de estar com o vírus. Conforme o órgão, todas as medidas determinadas pela OMS estão sendo adotadas pela Saúde.

“Todas as medidas anunciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já são realizadas pelo Brasil desde o início de julho de forma a realizar uma vigilância oportuna da doença”, completou o Ministério.

VARÍOLA EM NÚMEROS E SINTOMAS:

Até o momento, 14 estados tem registro de casos confirmados da Varíola dos Macacos, segundo dados do Ministério da Saúde. Sergipe segue sem casos.

São eles: São Paulo (595), Rio de Janeiro (109), Minas Gerais (42), Distrito Federal (13), Paraná (19), Goiás (16), Bahia (3), Ceará (2), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Pernambuco (3), Mato Grosso do Sul (1) e Santa Catarina (3).

A Varíola dos Macacos é transmitida por um vírus, por meio de contato direto entre as pessoas, como por meio de beijo, abraço, relações sexuais ou ainda através de objetos utilizados pela pessoa que está contaminada (toalhas, talheres, etc).

Conforme o Ministério da Saúde, os primeiros sintomas geralmente são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Até o momento, não há tratamento específico e o risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas. Nos demais pacientes, os casos costumam ser leves.

Foto: arquivo da internet/VisualDX