Opinião

Em Mato Grosso, Aécio Neves e Eduardo Campos terão o apoio do mesmo candidato a governo

Pedro Taques admite dar palanque a Eduardo Campos e Aécio Neves
por Redação do Portal Itnet
23/05/2014 07:52h

No estado de Sergipe se cogita a possibilidade do Senador Eduardo Amorim apoiar mais de um candidato a presidente do Brasil em um bloco de coalizão oposicionista, esse modelo está sendo empregado no estado de Mato Grosso, pelo atual senador e candidato da oposição Pedro Taques (PDT), veja o que fala o site midia news, sobre o assunto.O senador Pedro Taques (PDT), que vem se consolidando como o nome mais forte da oposição para disputar o Governo do Estado nas eleições de 2014, admite dar palanque para dois candidatos à Presidência da República - Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE) - caso se torne, de fato, candidato a governador.

"O Dante deu palanque para quatro candidatos a presidente aqui [em 1994]. Isso é absolutamente natural. A legislação permite que, se você for candidato ao Governo, dê palanque a mais de dois candidatos. Isso é possível", afirmou o senador.Naquele ano, Dante de Oliveira se elegeu governador do Estado pela primeira vez, apoiando o candidato a presidente do seu partido na época, Leonel Brizola (PDT), além de Orestes Quércia (PMDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que acabou eleito.Tanto os aliados de Aécio como de Campos cobram o apoio do senador Taques na disputa de 2014.Os dois presidenciáveis são de siglas que fazem parte do arco de alianças que pretende lançar Taques na corrida pela sucessão do Palácio Paiaguás, e os líderes locais buscam palanque para eles em Mato Grosso. Atualmente, compõem esse grupo o PDT, PSB, PPS, PSDB e DEM.Na última sexta-feira (18), o presidente do PSDB em Cuiabá, Carlos Avalone, afirmou que uma aliança com Taques só será possível se ele der palanque para Aécio em Mato Grosso. Ele disse, inclusive, que Taques vem conversando com o senador mineiro sobre essa possibilidade. A cúpula estadual do PSB, por sua vez, também já definiu como prioridade dar sustentação ao projeto de Eduardo Campos em 2014.Atualmente governador de Pernambuco, Campos rompeu recentemente com o Governo Federal e busca montar uma aliança para seu projeto eleitoral.Rompimento com DilmaPor outro lado, Pedro Taques continua sinalizando que não pretende apoiar a reeleição de Dilma Rousseff (PT). Apesar de o PDT pertencer à base aliada da presidente, o senador adota uma postura oposicionista.Ele defende o rompimento do seu partido com o Governo Federal e já declarou, em entrevistas, que não precisa do apoio de Dilma nas próximas eleições, já que se elegeu em 2010 sem isso.Obs: se esse modelo for empregado em muitos estados do Brasil significa dizer que um possível segundo turno no Brasil levará uma união antecipada dos candidatos Aécio e Campus, garantindo uma forte coalizão contra Dilma e o PT.Jamyson Machado - Sociólogo.  

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