Policial

Dia da Mulher: nem tudo são flores... Em Itabaiana, números de violência doméstica assustam e deixam um alerta: é preciso denunciar!

No ano passado, mais de 200 inquéritos de casos de violência contra a mulher foram instaurados na Delegacia de Apoio aos Grupos Vulneráveis de Itabaiana.
por Redação do Portal Itnet
08/03/2019 09:12h

Por Taís Cristina

Estamos em 2019, tempos de modernidade, e embora hoje seja o Dia da Mulher, neste dia e nesta época, e nesta sociedade, nem tudo são flores. Embora achemos que a violência contra a mulher nunca vai acontecer com alguém que conhecemos, ela está mais perto do que imaginamos, infelizmente.

No ano passado, para se ter uma ideia, mais de 200 pessoas procuraram a Delegacia de Apoio aos Grupos Vulneráveis (DAGV) de Itabaiana para comunicar algum caso de violência em que a vitima foi uma mulher. Parece pouco, mas não é; foram mais de 200 mulheres que buscaram apoio junto à Polícia; foram mais de 200 itabaianenses que tiveram a vida ameaçada, seja fisicamente, ou verbalmente.

Felizmente, no ano de 2018 não houve nenhum caso de feminicídio (o ponto final da violência contra a mulher) registrado em Itabaiana, diferente de 2017, que registrou um caso.

Imagem ilustrativa feita por nossa equipe


A POSSE E O MEDO:

“Se não ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém”. Essa é a frase mais utilizada por agressores de mulheres.

“O sentimento de posse motiva a maioria dos crimes. Os homens acham que tem direito de mandar na mulher, e quando elas decidem deixa-los, eles ameaçam e as agridem”, diz a Delegada Josefa Valéria, da DAGV, responsável pelos casos.

O maior problema, segundo a delegada, é que muitas mulheres optam por retirar a queixa quando são agredidas pela primeira vez, e na maioria das vezes os casos voltam a acontecer, como num ciclo.

Delegada Josefa Valéria, da DAGV


“As mulheres são vítimas de agressão, como por exemplo, um empurrão, um murro, um puxão de cabelo, no braço, mas por dependência emocional decidem não continuar com o processo”, enfatiza Valéria.

Ela explica que em casos de flagrante, quando o agressor é preso no flagra do ato e a vítima possui marcas no corpo, ela não pode retirar a queixa, e a Justiça cria uma medida protetiva.

MEDIDA PROTETIVA:

A medida protetiva tem como objetivo proteger a mulher e tirá-la do contato com o agressor. Ela pode solicitar a medida em diversas situações. Segundo a delegada, é um método bastante eficaz e que deixa os agressores “amedrontados”.

DENÚNCIA:

A violência contra a mulher pode ser denunciada tanto pela vítima, como por outras pessoas, seja familiares, vizinhos, alguém que testemunhe o caso e denuncie anonimamente. “É importante ressaltar que mesmo que a mulher não queira denunciar, alguma testemunha pode fazer isto por ela”, explica a delegada.

Imagem ilustrativa feita por nossa equipe


A denúncia deve ser feita pelo 181, de maneira anônima. Lembre-se, quando você denuncia, está livrando uma mulher de agressões futuras, e protegendo a sua vida. Denuncie!

PREVENÇÃO:

Valéria alerta que a melhor maneira de prevenir, é denunciar no primeiro caso de agressão, naquele puxão de cabelo que parece simples, mas na verdade, não é. Se a mulher aceita isso, provavelmente o ciclo da violência continuará a ocorrer, podendo se tornar algo mais grave, inclusive, um caso de feminicídio.

Mulheres, alertem-se, não se calem, não aceitem entrarem para a estatística de violência doméstica; não aceitem ser alvo de mais um Boletim de Ocorrência, mais um inquérito; não se submetam a agressões e xingamentos, denunciem, denunciem o mais rápido possível.

No mais, queremos desejar um feliz Dia da Mulher a todas as mulheres. Que a violência doméstica não possa apagar o brilho que todas tem. Mostrem a sua força e não calem a sua voz!

Lembrando que agora você pode participar com a gente, enviando fotos, vídeos e informações para o nosso WhatsApp, através do número: 99859-0348. Participe!!

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