Cidade

Operação Abate Final já gera mais prejuízo que lucro ao município de Itabaiana

Entendimento do Ministério Público causou transtornos administrativos e enormes prejuízos à cidade serrana.
por Redação do Portal Itnet
11/03/2019 06:37h
Atualizado em 11/03/2019 08:08h

A cidade de Itabaiana tem mais de 100 anos de emancipada, e durante o período republicano, alguns modelos foram criados para a subsistência da mesma. Um deles é um comércio forte, sustentado pela tradicional feira do município.

Recentemente, procurando atualizar as formas administrativas municipais para evitar possíveis fraudes, o Ministério Público local tem interferido diretamente na dinâmica das gestões, propondo modelos que na prática são inviáveis. O maior exemplo é o matadouro de Itabaiana.

Historicamente, esse matadouro funcionou na informalidade administrativa, sendo apenas um empreendimento da prefeitura, assim como tantos outros, para fomentar o processo econômico dos munícipes.

Recentemente, virou até caso de polícia, quando ficou entendido que o modelo administrativo encontrado pelos prefeitos que passaram durante o processo republicano não age de forma coerente com o modelo atual exigido na gestão pública.  

O problema está na existência da cidade como ponto central do desenvolvimento econômico do Agreste e da sua importância.

Historicamente, o administrador da cidade escolhe um gestor para comandar o processo de dinâmica do matadouro, recolhendo dos proprietários dos animais fundos e tributos para quitação de obrigações com terceiros, que ali praticam diversas ações medievais, como limpeza de bucho, abate do boi, coleta de sangue, entre outras.

Esses terceiros não são e não devem ser funcionários públicos, pois agem ali como eventuais suportes de uma operação pertencente aos proprietários dos bois, e não de um produto municipal.

Para que os ajustes fossem feitos, perdemos o gestor eleito pelo povo, e assumiu em seu lugar sua vice; que deixou de arrecadar R$ 17,25 por boi abatido, durante todo esse período, além de fomentar o comércio local com atividades paralelas, algo de valor incalculável, que deixa direta e indiretamente de entrar nos cofres da prefeitura, para que sejam realizadas obras públicas e melhorias sociais.  Isso apenas para moldar aos novos tempos...

Enquanto isso, os moradores pagam mais caro a carne, porque é abatida por um preço superior, e provavelmente pagará eternamente, já que por fim, o preço do abate não irá baixar e sim aumentar, para ser legalizado.

Ninguém entendeu isso, mas tudo bem, já existe uma proposta próxima de R$ 100,00 analisado pelos poderes públicos para assim poder efetivar a reabetura do matadouro, mais caro do antes questionado, no mínimo incompreensível...

Coisas de Itabaiana...

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