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Viva São João! A história e talento da itabaianense Vânia, primeira marcadora de quadrilhas juninas do Nordeste

Nesta data, homenageamos a filha do famoso Salomão, que há 24 anos abrilhanta e guia um dos patrimônios de Itabaiana, a Balança Mais Não Cai.
por Redação do Portal Itnet
24/06/2019 05:00h
Atualizado em 25/06/2019 07:16h

Por Taís Cristina

Hoje é dia de São João, e quando lembramos desta data vem em mente muitas coisas: pamonha, fogueira, quentão, bandeirinhas, forró, chuva e com certeza também, quadrilhas juninas. Itabaiana é privilegiada por ter uma quadrilha que nasceu há 37 anos e que é uma herança de família – a Balança Mais Não Cai.

A quadrilha foi fundada por Seu Salomão e sua esposa Dona Nide, como forma de diversão para os quatro filhos. Os dois inclusive se conheceram dançando quadrilha. Eita que essa família é “movida” pelo forró! “Quando meu pai fundou a balança só brincava eu, meus irmãos e a meninada da vizinhança, depois foi crescendo”, lembra Vânia, uma entre os quatro filhos do casal.

Ela, atualmente com 45 anos é quem conduz a Balança, no lugar de seu pai. Vânia foi a primeira mulher a marcar uma quadrilha e faz isso com gosto há 24 anos, sendo inclusive a única mulher marcadora no Nordeste.

“Eu comecei a dançar com oito anos de idade, desde então não parei mais. São 37 anos de quadrilha, orgulho, felicidade, choro, diversos prêmios e muito amor pela Balança”, conta ela.

Tudo começou para Vânia quando ela tinha 17 anos; na época, o seu tio, que até então era o marcador disse que não poderia mais marcar. “Todos estavam tristes achando que a quadrilha iria acabar então eu resolvi pedir a meu pai para ser a marcadora. Ele demorou a concordar, mas deixou”. O negócio deu tão certo que ela continua até hoje!

Se nem tudo são flores no mundo das quadrilhas, com uma mulher à frente as dificuldades se tornam ainda maiores em nossa sociedade. “Como eu sou a única mulher marcadora, sou alvo de discriminação, principalmente por parte das próprias mulheres. É como se elas achassem que marcar uma quadrilha é só coisa de homem”, conta Vânia, que não baixa a cabeça para estas dificuldades.

Este ano, com Vânia no comando, a Balança Mais Não Cai foi uma das finalistas do Levanta Poeira, o maior concurso de quadrilhas de Sergipe, e ficou na terceira colocação, com o tema “o mistério do tempo”, uma mistura de forró e fantasia. Itabaiana em peso comemorou o resultado e se orgulhou.

A Balança Mais Não Cai é uma herança de família. Muitos descendentes de Salomão e Dona Nide participam da quadrilha e fazem, apesar do tempo, ela continuar andando e sendo uma das maiores riquezas de Itabaiana, com mais de 400 premiações, e com certeza, com o talento dessa família, muitas outras virão.

Parabéns a Seu Salomão, a Dona Nide, a Vânia, e a todos os integrantes da Balança Mais Não Cai, por manterem viva essa tradição. E viva São João!

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