Saúde e Ciência

26 municípios sergipanos estão com alto risco de surto de dengue, entre eles, Itabaiana

Os dados são baseados no último LIRAa, que foi feito no período de 15 a 19 deste mês.
por Redação do Portal Itnet
25/07/2019 09:24h

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta quarta-feira, 24, o quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) do ano, que aponta 26 municípios sergipanos em alto risco de surto, 40 em situação de médio risco ou de alerta, e nove municípios com baixo risco, ou em situação satisfatória. 

O levantamento foi realizado nos 75 municípios do Estado, no período de 15 a 19 deste mês. O LIRAa é feito a partir da coleta de larvas e permite a identificação de criadouros predominantes e a situação de infestação dos municípios.

 O quarto LIRAa apresenta um situação mais crítica que o anterior, quando 21 municípios foram identificados com alto risco de surto. O cenário é preocupante segundo atesta a diretora de Vigilância em Saúdeda SES, Mércia Feitosa, salientando que no primeiro levantamento do ano, cinco municípios estavam com alto índice de infestação do Aedes.

A evolução da circulação do mosquito no Estado explica os 1.645 casos confirmados e as 5.431 notificações. Lembrou a diretora em todo ano de 2018 foram confirmados pouco mais de 500 casos. Oito pessoas já morreram este ano de Dengue.

 De acordo com o LIRAa, estão em alto risco os seguintes municípios:

Areia Branca, Capela, Carmópolis, Cristinápolis, General Maynard, Ilha das Flores, Itabaiana, Japoatã, Malhada dos Bois, Malhador, Moita Bonita, Neópolis, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Pedra Mole, Pedrinhas, Pinhão, Porto da Folha, Riachão do Dantas (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano), Ribeirópolis, Salgado (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano), Santana do São Francisco, São Domingos (alto risco nos três últimos LIRAas) e Simão Dias (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano).

Mércia Feitosa destacou o progresso de Simão Dias no combate ao Aedes. “A situação ainda é preocupante, mas observamos que a cada levantamento o índice vem caindo gradativamente. Chegou a 19,6 no segundo LIRAa e agora está com 7,4. Isso quer dizer que quando a ação é intensificada, qualificada e realizada em conjunto entre  Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica, escolas e comunidade focando nas áreas críticas do município, esse índice vai diminuir e este é o resultado que a gente quer”, enfatizou.

Divulgação SES

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