Cidade

Itabaiana: imóveis devem ter redes independentes de esgoto e drenagem, orienta diretor da Deso

Nos imóveis, também é preciso que os sistemas funcionem de forma independente para garantir a destinação correta dos dejetos
por Redação do Portal Itnet
15/10/2019 17:49h

A população de Itabaiana terá um papel fundamental no bom funcionamento das redes de drenagem pluvial e esgotamento sanitário que estão sendo construídas pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). É que, nos imóveis, também é preciso que os sistemas funcionem de forma independente para garantir a destinação correta dos dejetos, evitando ainda a contaminação da água da chuva que vai para o Açude da Marcela, e posteriormente, para os lençóis freáticos que passam pelos pontos de captação de água para o abastecimento da cidade.

“Se não for feita essa separação, a água da chuva também pode ser contaminada e, ao chegar no lençol freático pode ir para uma fonte de captação, tornando-se um potencial vetor de doenças como a leptospirose, popularmente conhecida como a doença do rato, malária, febre amarela e tantas outras”, alertou o diretor de Meio ambiente e Expansão da Deso, Gabriel Campos, em entrevistas a comunicadores de Itabaiana, como Luciano Oliveira (FM Itabaiana), Carlos Jeferson (88,9 FM) e Luiz Carlos Focca (Portal Itnet).

Atualmente, parte, tanto dos rejeitos quanto da água da chuva são levados para o Açude da Marcela, que já enfrenta um processo de poluição. Com a intervenção da Deso, através do Programa Águas de Sergipe, financiado pelo Banco Mundial, o esgoto passará a ser destinado direto à estação de tratamento e os recursos hídricos serão canalizados para a estação elevatória, já em operação.

DANO À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE

“A rede de esgotamento será inútil se os moradores, quando forem orientados pela Deso, não fizerem a ligação correta em suas residências. Na maioria dos casos, será preciso uma pequena intervenção ligando a fossa que existe atualmente no imóvel à rede de esgoto, de modo que ela deixará de existir porque os rejeitos serão levados direto para a rede e conduzidos à estação de tratamento. Porém, em alguns casos, a intervenção será maior porque há mistura da água da chuva com a rede de esgoto, que não foi projetada com essa finalidade”, falou Gabriel. 

Ainda segundo o diretor, além do dano ao meio ambiente, a mistura da água da chuva com os rejeitos sanitários representa um sério risco à saúde pública dos itabaianenses. “Esse investimento de R$ 47 milhões vai colaborar com a não poluição do Açude da Marcela, porque o esgoto será coletado e tratado adequadamente, embora ele não seja um ponto de captação. 

As redes de esgotamento recolhem o esgoto dos imóveis e destina para as estações de tratamento, que devolvem a água limpa para a natureza, e são da responsabilidade da Deso. Já a rede de drenagem pluvial é um equipamento público, gerido pela pela Prefeitura para o escoamento das águas de chuva que, depois de captadas por galerias, são lançadas no ribeirão ou córrego. Embora não seja responsabilidade da Deso, a empresa executa  os serviços de macro e microdrenagem visando também pôr um fim no cenário das recorrentes inundações que afetam a região. A previsão é que as obras sejam concluídas em abril de 2020. “É um transtorno temporário, mas o benefício é para a sempre”, disse Gabriel.

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