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Ministério da Justiça lança lista com os 26 criminosos mais procurados do país

Os indivíduos da Lista de Procurados Nacional são perigosos e de alto risco.
por Redação do Portal Itnet
31/01/2020 09:47h
Atualizado em 31/01/2020 09:48h

A Lista de Procurados Nacional possui caráter estratégico para o enfrentamento às organizações criminosas do país.

Trata-se de divulgação – promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública – de lideranças criminosas com atuação nacional e eventualmente internacional.

Elaborada a partir de metodologia específica do MJSP, a Lista de Procurados Nacional tem como premissas: existência de mandado de prisão aguardando cumprimento; envolvimento em crimes graves e violentos; participação direta ou indireta em organização criminosa; não constar na Lista da Interpol (Difusão Vermelha); dentre outras.

O cidadão pode colaborar, com denúncias e informações, através dos números de Disque-Denúncia das Secretarias de Segurança Pública dos Estados-membros (disque 190).

Os indivíduos da Lista de Procurados Nacional são perigosos e de alto risco. Portanto, recomenda-se o acionamento das forças policiais para efetuarem as prisões.

Confira o histórico dos criminosos:

Luciano Castro de Oliveira, o "Zequinha"

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Em 1992, foi condenado por roubo ao Banco Comercial Industrial (BIC), em Campinas (SP). Foi libertado em 1994, por indulto presidencial. Também foi condenado, em outros processos judiciais, por porte ilegal de arma, uso de documento falso, roubo, formação de quadrilha, latrocínio, extorsão e sequestro. Em 2005, foi preso novamente por formação de quadrilha e uso de nome falso. A quadrilha estava cavando um túnel em direção a um banco em São Paulo. Logo em seguida, obteve liberdade. Em 2006, foi investigado pela tentativa de furto ao ABN Amro Banco em Assunción, no Paraguai, igualmente por meio de túnel. É suspeito de coordenar o ataque ao carro-forte da empresa Protege na região de Itupeva (SP), em 2017

Juvenal Laurindo, o “Carcará” ou “Carca

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes:  Participou do assalto ao Banco Central em Fortaleza (CE). Foi também condenado por receptação e formação de quadrilha em Mogi das Cruzes (SP). Além disso, é suspeito de ter cometido roubo à maior mineradora de diamantes da América Latina, em Nordestina (BA), e de ter participado da explosão da lotérica do município de Independência (CE).

Edvaldo Silva Santos, o “Edvaldo da Manga”, “Edvaldo da Subestação”, “Patrão”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes:  Suspeito de ser um dos mentores da tentativa de roubo a avião de transporte de valores no aeroporto de Salgueiro (PE), em 2018.

Davi Marques dos Santos

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Apontado como participante nas ações de invasão à base de valores da Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai, em 2017. Suspeito de ter participado do roubo ao centro de uma rede de distribuição de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos no interior de São Paulo. Também é suspeito de ter participado de roubo no aeroporto de Blumenau (SC).

Sergio de Oliveira Silva, o“Serginho Boy”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Considerado, na década de 90, um dos maiores assaltantes do país. Suspeito de ter participado do roubo de 61 kg de ouro no aeroporto de Brasília (DF), em 2000.

Leandro Charias Da Silva, o “Nêgo Charia”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Suspeito de participar de roubos a agências do Banco do Brasil e do Banco Bradesco, entre 2014 e 2016.

Diego Moura Capistrano, o “Jovem”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Condenado pela participação no assalto à Prosegur em Ribeirão Preto (SP), em 2016.

Willian Alves Moscardini, o “Baixinho”

Acusado de envolvimento em um grande roubo a um centro de distribuição em Louveira (SP). Também é suspeito de participar do roubo à Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai.

Luis Marcos De Medeiros, o “Marcão”

Suspeito de participar de roubo a transportadoras em 1993 e aos bancos Real e Nacional, em 1996. Em 2005, foi apontado como participante de um roubo à empresa Nestlé no estado de São Paulo.

José Moreira Freires, o “Zezinho”

Ex-guarda civil municipal de Campo Grande (MS); integrante de uma milícia ligada ao jogo do bicho. Foi condenado pelo Tribunal do Júri pela execução do delegado Paulo Magalhães Araújo. Também é suspeito de envolvimento na morte de Orlando da Silva Fernandes “Bomba”, ex-chefe de segurança do traficante Jorge Rafaat Tuonami.

Juanil Miranda Lima

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Ex-guarda civil municipal de Campo Grande (MS), integrante de uma milícia ligada ao jogo do bicho. Condenado pelo Tribunal do Júri pela execução do delegado Paulo Magalhães Araújo. Suspeito de envolvimento na morte de Orlando da Silva Fernandes “Bomba”, ex-chefe de segurança de Jorge Rafaat Tuonami.

Fabio Costa, o “Pingo” / “Japonês”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Ex-policial militar do Mato Grosso do Sul, é suspeito de corromper agentes públicos. Foi preso, em 2011, pela Polícia Federal na Operação Marco 334, deflagrada para desarticular uma quadrilha de contrabandistas de cigarro. É suspeito de ter participado de um ataque à casa de um inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Mato Grosso do Sul, em 2017, após a apreensão de uma carga de cigarros contrabandeados avaliada em R$ 14 milhões.

Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Fugiu da prisão em 1998 para o Paraguai e Bolívia. Apontado como um dos responsáveis pela logística do plano de fuga de Marcos Willians Herbas Camacho da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, em 2014. Foi apontado, em 2018, pela Polícia Civil do Ceará como o mandante das mortes de Gegê do Mangue e Paca, integrantes da facção criminosa PCC. Neste mesmo ano, foi suspeito de ser o autor de um novo plano de resgate de Marcos Willians Herbas Camacho.

Alvaro Daniel Roberto, O “Caipira”

Considerado um dos maiores traficantes do Brasil, possuía ligações com Juan Carlos Abadia e o cartel do Vale do Norte na Colômbia. Fazia parte do núcleo de uma organização responsável pelo translado de cocaína vinda do Paraguai e da Bolívia para o Brasil, sendo responsável pela distribuição do produto no estado de São Paulo. Foi preso em 2013 em Fortaleza (CE) mas obteve transferência para Juiz de Fora (MG) e lá conseguiu prisão domiciliar.

Leomar Oliveira Barbosa, o “Leozinho” / “Playboy”

Membro da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, possui conexão com as Farc e foi braço direito de Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Acusado de ser um dos operadores da Conexão Atibaia, onde era um dos responsáveis pela logística de operações envolvendo o envio de cocaína do Paraguai para um aeroclube em Atibaia (SP). Foi solto indevidamente do Presídio Estadual de Formosa em 2018, após o cumprimento de um Alvará de Soltura da Vara da Justiça Federal em Goiás. Havia outras duas condenações contra ele na 1ª Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Sonia Aparecida Rossi, a “Maria do Pó

Considerada a maior traficante de cocaína da região de Campinas (SP). Abastece favelas em São Paulo com a droga oriunda da Bolívia. Suspeita de envolvimento no desaparecimento de 340kg de cocaína do Instituto MédicoLegal (IML) de Campinas (SP).

João Aparecido Ferraz Neto, o “João Cabeludo”

Envolvimento em roubos a carros fortes e tráfico de drogas na região do Vale do Paraíba (SP). Apontado como o principal traficante de drogas da região. Especula-se que esteja vivendo na Bolívia.

Lourival Máximo da Fonseca, o “Tião”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Considerado um dos principais traficantes da Rota Caipira (Goiás, Minas Gerais e interior de São Paulo). Opera no narcotráfico desde a década de 90, abastecendo essas regiões com cocaína e traficando armas.

Sergio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão, “Xixi”, “Filha”, “Wilian, “2x”

Membro de uma facção criminosa paulista, atua como negociador para comprar cocaína e pasta-base da Bolívia. É responsável pela logística de translado de cocaína para o Brasil.

Valdeci Alves dos Santos, o “Colorido”

Integrante da cúpula de organização criminosa paulista, é considerado um dos principais fornecedores de drogas para os estados da região Sudeste. Acredita-se que esteja vivendo na Bolívia e que seja um dos fornecedores de drogas para a facção no Brasil.

Joselito De Souza

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Investigado pelo roubo de 780kg de ouro no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), em julho de 2019.

Arnon Afonso da Silva Vieira

Suspeito de ser o responsável pela aquisição e distribuição de explosivos e armas na região de Campinas (SP). Suspeito de ser membro da quadrilha que explodiu agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Piracicaba (SP), em 2018.

Fabio Augusto Nogueira Fitze

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Suspeito de cometer crimes desde a década de 90, tendo participado do roubo à empresa de valores Nordeste Segurança e Valores, no Ceará.

Charles Feliciano Batista

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Suspeito de ser um dos integrantes do grupo que invadiu a base de valores da Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai, em 2017.

Wellington da Silva Braga, o “Ecko”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: Líder de milícia, desde 2017, após morte de Carlos Alexandre Braga, o “Carlinhos Três Pontes”, seu irmão. A milícia domina regiões da zona oeste do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense, extorquindo comerciantes e moradores. Em 2018, ele fugiu de uma operação da Delegacia de Homicídios da Baixada, que prendeu 142 pessoas ligadas à milícia e apreendeu sete menores suspeitos de integrar o grupo criminoso.

Danilo Dias Lima, o “Tandera”

Condenado/suspeito pelos seguintes crimes: É um dos homens de confiança de Wellington da Silva Braga, o “Ecko” em uma milícia. Atua em Seropédica e em outros pontos da Baixada, como o Bairro K-32, em Nova Iguaçu (RJ). A suspeita é de que o criminoso lave dinheiro oriundo de atividade criminosa da milícia, adquirindo bens de luxo, como mansões, cavalos de raça, carros, entre outros.

Fonte: Ministério da Justiça

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