Saúde e Ciência

Falta de consciência provoca dano ao meio ambiente e compromete a saúde do cidadão

por Redação do Portal Itnet
10/03/2020 10:27h

Por falta de orientação, muita gente costuma lançar o esgoto sanitário direto nos canais, gerando contaminações.

De igual modo, mistura água de chuva com esgoto, o que é, ainda, mais sério, pois em alguns momentos acaba transbordando e voltando para a casa, comprometendo, sobretudo, a saúde dos que nela residem.

Essa água que volta pelos ralos dos banheiros, por exemplo, está contaminada e representa grande risco de provocar doenças, como leptospirose (transmitida pela urina do rato), febre amarela, diarreia, dengue, dentre várias outras.

Daí, a necessidade se dá a devida destinação aos rejeitos. Para isso, as tubulações das residências devem estar separadas para que a água e o esgoto não se misturem e não gerem infecções.

Desde que iniciou a obra de micro e macrodrenagem em Itabaiana, os técnicos da empresa têm alertado sobre a necessidade de refazer as interligações que foram feitas indevidamente.

“A responsabilidade do poder público não exclui a contribuição da comunidade em todo o processo. O cidadão precisa reparar o que foi feito de forma equivocada dentro da sua própria casa para evitar que todos os que estão à sua volta sejam afetados”, alertou Gabriel Campos, diretor de Meio ambiente e Expansão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).

De acordo com ele, a rede de esgotamento será inútil se os moradores não fizerem a ligação correta em suas residências.

Gabriel explicou que na maioria dos casos, será preciso uma pequena intervenção ligando a fossa, que existe atualmente no imóvel, à rede de esgoto. “A população de Itabaiana terá um papel fundamental para garantir o bom funcionamento das redes de drenagem pluvial e esgotamento sanitário que estão sendo”, disse.

Atualmente, tanto parte dos rejeitos quanto da água da chuva são levados para o Açude da Marcela, que já enfrenta um processo de poluição.

Açude da Marcela


Com a intervenção da Deso, através do Programa Águas de Sergipe, financiado pelo Banco Mundial, o esgoto passará a ser destinado direto à estação de tratamento e os recursos hídricos serão canalizados para a estação elevatória, já em operação. 

Divulgação/Assessoria

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