Justiça

Justiça condena ex-prefeito de Macambira por atirar contra pessoas que participavam de carreata

Ricardo Souza, através de nota informou que irá recorrer de acusação, que segundo ele é injusta e sem fundamento.
por Redação do Portal Itnet
06/08/2020 08:34h

A Justiça de Sergipe, através do Juiz Alex Caetano de Oliveira, da Comarca de Campo do Brito condenou o ex-prefeito de Macambira, Ricardo Alves de Menezes Souza, a dois anos de reclusão e 10 dias-multa, além de três meses de detenção em regime aberto pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal, por ter atirado contra pessoas que participavam de uma carreata na cidade, em 2014.

A decisão do Juiz cita que o grupo estava comemorando o resultado das eleições, quando passou em frente a uma casa onde Ricardo estava.

Ele teria ficado irritado com o barulho e atirado contra as pessoas que estavam no ato. Na ocasião, um homem foi atingido por disparos no braço e registrou boletim de ocorrência.

Ricardo Souza, através de nota informou que irá recorrer de acusação, que segundo ele é injusta e sem fundamento.

Apesar da condenação, o ex-prefeito de Macambira poderá responder em liberdade, desde que cumpra as seguintes obrigações:

-Não se ausentar da comarca onde reside, sem autorização do juiz, por prazo superior a 30 dias;
-Comparecer à Justiça para informar e justificar suas atividades;
-Prestar serviços comunitários em entidades sociais.

Ricardo também teve os direitos políticos suspensos pela Justiça e está proibido de candidatar-se ou votar enquanto durarem os efeitos da condenação. A decisão cabe recurso.

Confira a nota divulgada pela assessoria de Ricardo Souza:

“Venho através desta esclarecer ao povo de Macambira e de meu Estado, sobre fatos que estão sendo divulgados envolvendo meu nome, a respeito de uma eventual condenação em primeira instância, na qual fui acusado injustamente de ter efetuado disparos de arma de fogo contra jovens da nossa  cidade, fatos esses totalmente sem fundamentos e provas, uma vez que a acusação por si só traz grave omissão quanto à descrição dos acontecimentos, visto ter sido elaborada por pessoas que estão ligadas diretamente e possuem vantagens junto a atual administração.

Tais acusações feitas apenas na certeza do "achismo" sobre minha participação no ocorrido, o que de fato não houve.

Saliento ainda que o próprio Ministério Público faz referência em sua denúncia amparado APENAS nas declarações feitas pela suposta vítima e de seus amigos que foram como suas testemunhas, ouvidas na Delegacia, pessoas estas ligadas a um agrupamento politico que faz oposição ao nosso.

Todos que me conhecem, sabem que NUNCA pratiquei qualquer crime em toda a minha vida e não há nada que venha macular meu nome.

Estão utilizando de uma suposta condenação a qual sequer fui intimado, para tentar denegrir minha imagem e de minha família. Ressalto ainda que o processo penal não autoriza conclusões condenatórias baseadas em suposições, onde minha inocência é presumida.

Para que eu fosse condenado teria que ter feito algo de errado e que existissem provas claras e que não ensejasse qualquer dúvida para resultar em uma condenação definitiva, o que sequer ocorreu.

Não tenho dúvidas de minha posterior absolvição e a comprovação da minha inocência junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe e principalmente aos olhos de Deus e do povo de minha amada cidade!

No mais me coloco à inteira disposição dos respeitados órgãos de imprensa para o que mais for necessário esclarecer”.

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