Economia

Por que o CFOP é importante para uma empresa?

É o CFOP que define se determinada mercadoria deverá ou não recolher Imposto de Renda.
por Redação do Portal Itnet
23/09/2020 11:08h
Fonte: Pexel


Trabalhar com importação de mercadorias requer o entendimento de uma série de protocolos que garantem a legalidade das operações relacionadas ao comércio internacional.

É preciso conhecer impostos, políticas alfandegárias e legislações específicas de cada país e as inúmeras siglas que acompanham os processos.

O CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), por exemplo, é importantíssimo para as empresas que realizam esse tipo de atividade.

O código identifica a natureza da circulação de uma mercadoria ou da prestação do serviço de transporte intermunicipal e interestadual.

A partir do correto registro dessas referências, o governo federal consegue controlar tudo o que entra e sai do país. É o CFOP que define se determinada mercadoria deverá ou não recolher Imposto de Renda.

Sendo assim, seguir as normas adequadamente é fundamental para que o processo de importação e exportação fique transparente para a Receita Federal.

Para garantir lisura nas operações, este código precisa ser registrado com rigor e atenção em todos os documentos fiscais da empresa: notas e livros, arquivos magnéticos e outros que sejam exigidos pela lei.

Caso contrário, pode ocorrer desde o atraso na entrega até a retenção de mercadorias.

E, para além de problemas com o fisco ou de logística, o CFOP é também uma excelente ferramenta de gestão empresarial.

Como ele segue um padrão numérico, o registro correto nos documentos oficiais da empresa para identificação das mercadorias permite que o empresário tenha um controle muito mais efetivo do seu estoque e dos pedidos dos clientes.

Essa prática reduz, consideravelmente, os prejuízos provocados pela falta de estoque ou pelo excesso de mercadoria parada.

O CFOP também permite o preenchimento da nota fiscal eletrônica e o aperfeiçoamento do serviço prestado, ao passo que alia essa etapa ao processo administrativo.

Na prática, o Código Fiscal de Operações e Prestações é uma chave numérica de quatro dígitos.

Ela é utilizada para classificar mercadorias e identificar os prestadores de serviços responsáveis pelo transporte intermunicipal e interestadual delas.

Por tudo isso, é tão importante saber como fazer o registro da forma correta.

Como registrar?

Como a ideia é deixar o processo mais claro e simplificado para a Receita Federal, o controle da entrada e saída de mercadorias é feito de forma padronizada.

Essa uniformização tem uma ordem numérica, conforme a lógica abaixo:

●      Códigos começados com 1: indicam entrada e/ou aquisições de serviço do estado;

●      Códigos começados com 2: indicam entrada e/ou aquisições de serviço de outros estados;

●      Códigos começados com 3: entrada e/ou aquisições de serviço do exterior;

●      Códigos começados com 5: saídas ou prestações de serviço para o estado;

●      Códigos começados com 6: saídas ou prestações de serviço para outros estados;

●      Códigos começados com 7: saídas ou prestações de serviço para o exterior.

Na sequência desse primeiro dígito que informa a natureza da operação, ainda terá outro que identificará qual o grupo ou operação referida no documento fiscal.

E, por último, o terceiro e o quarto dígitos, que especificam o tipo de prestação ou operação.

Ao todo são mais de 500 tipos de combinações possíveis para compor o CFOP das mercadorias.

Sendo assim, é importante que a tabela atualizada do código esteja sempre em local de fácil acesso para todos os responsáveis por esse tipo de registro.

Confiar na memória, nesse caso, é quase certeza de que erros serão cometidos. E alguns podem trazer prejuízos graves ao processo de compra e venda de mercadorias.

Quando se trata de gestão empresarial, organização e planejamento são essenciais e devem andar juntos para garantir o sucesso do negócio.

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