Saúde e Ciência

Câncer de cólon: a importância da prevenção

Esta doença ganhou manchetes em 2020 com a morte do ator norte-americano Chadwick Boseman, aos 43 anos.
por Redação do Portal Itnet
26/10/2020 14:32h

Uma colonoscopia pode salvar uma vida. O exame é feito para diagnosticar tumores no cólon, ou seja, que atingem o intestino grosso.

Esta doença ganhou manchetes em 2020 com a morte do ator norte-americano Chadwick Boseman, aos 43 anos. Ele interpretou o Pantera Negra nos filmes da Marvel e James Brown na cinebiografia do cantor, entre outros personagens.

Boseman foi diagnosticado em 2016, já no estágio 3 da doença. O ator manteve o tratamento em segredo e seguiu trabalhando. Apesar das medidas, o câncer avançou para o estágio 4, afetando outros órgãos e ele não resistiu.

No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de 40.990 novos casos em 2020: 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Conforme o Atlas de Mortalidade por Câncer, a enfermidade deve causar 19.603 óbitos no ano, sendo 9.995 em mulheres e 9.608 em homens. O câncer de cólon é o terceiro mais comum no país, atrás dos de pele não melanoma e de mama e próstata.

Fatores de risco e medidas preventivas

Podem ter maior chance de desenvolvimento da doença as pessoas com história familiar ou pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama. Esses possíveis pacientes devem seguir as orientações de um médico oncologista.

De acordo com o Inca, também devem ser monitorados os pacientes de doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, ou hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).

Outros fatores são idade igual ou acima de 50 anos, embora a doença também atinja os mais jovens; excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e em alimentos que contenham fibras.

O consumo de carnes processadas e a ingestão excessiva – acima de 500 gramas – de carne vermelha cozida por semana, o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas aumentam as chances de surgimento da doença.

Profissionais do ramo da radiologia industrial e médica que estão expostos à radiação ionizante, como aos raios X e gama, também precisam ter atenção.

Portanto, além de fazer os exames nos casos em que é necessário monitoramento ou diagnóstico precoce, as pessoas devem investir em um modo de vida saudável. Ou seja, optar por consumir produtos naturais e ricos em fibras. A prática de atividade física também é recomendada, evitando o sedentarismo e ajudando a evitar o sobrepeso corporal.

Sintomas

Alguns sinais e sintomas associados ao câncer de cólon e reto podem ser indicativos de outros problemas. Portanto, o ideal é procurar atendimento médico para buscar diagnóstico quem apresentar sangue nas fezes; diarreia ou constipação constante; dor ou desconforto abdominal; fraqueza e anemia; perda de peso sem causa aparente e acelerada; fezes escurecidas, pastosas ou em formato de fita; massa abdominal; incontinência anal; sangramento retal; cólicas abdominais; gases constantes; dor abdominal; sensação de que o intestino não esvazia de forma total; náuseas e vômito; coceira, ardor ou secreções incomuns no ânus e dor na região anal, com dificuldade para defecar.

Diagnóstico e tratamento

Grande parte dos tumores inicia-se a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Portanto, a detecção precoce é a melhor estratégia. Os exames podem ser solicitados tanto a quem apresenta sintomas quanto às pessoas que fazem parte dos grupos com maior possibilidade de desenvolver a doença.

São duas opções para a investigação: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias. Por meio delas, seja a colonoscopia ou a retossigmoidoscopias, o médico visualizará a parte interna do intestino. Se houver pólipos ou lesão suspeita, serão retirados pequenos pedaços de tecido para a biópsia.

Se o resultado for positivo, o laudo indica o tamanho, a localização e a extensão do tumor, elementos que os médicos e médicas – pode envolver profissionais de oncologia e de coloproctologia – vão usar para determinar o tratamento mais adequado a cada caso.

O primeiro procedimento costuma ser a cirurgia para retirar a parte afetada do intestino e os gânglios linfáticos, localizados no abdômen e que são parte do sistema de defesa do corpo. Outras etapas podem incluir a radioterapia, associada ou não à quimioterapia.

Tudo depende do estágio em que o paciente estiver. Há casos em que rádio e químio não se fazem necessárias, mas o acompanhamento constante, por meio de baterias de exames, são sempre altamente indicados.

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