Educação

Professores de Macambira paralisam as atividades.

por Redação do Portal Itnet
13/07/2007 08:25h
Os professores da rede municipal de Macambira decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado antes de começar o segundo semestre letivo. O motivo é falta de negociação da prefeitura, o descumprimento do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério, as péssimas condições estruturais das escolas, falta de material didático e de transparência no gasto dos recursos vinculados a Educação. Desde a gestão passada que os professores tentam negociar o cumprimento da lei e uma solução para os problemas da rede municipal, mas até agora não houve ações consistentes da prefeitura em tentar resolver os entraves. O primeiro dia de paralisação já rendeu uma audiência com o prefeito Fabiano Santos Alves, de acordo com a coordenadora da sub-sede Agreste, Enivalda Leite, o prefeito irá receber os professores nesta sexta-feira pela manhã. “Esperamos que a partir dessa audiência os problemas comecem a ser resolvidos, pois do jeito que está não só os professores são prejudicado, mas todos aqueles que estudam e/ou tem filhos nas escolas da rede municipal”, ressaltou a coordenadora. Ela disse também que os professores sempre estiveram abertos a negociar.  As escolas estão em péssimas condições. Em muitos casos sem infra-estrutura adequada e sem material didático. O transporte que leva os educadores para as escolas distantes não cumpre os cinco dias semanais, deixando os professores nas escolas sem condições de regressarem as suas casas. Enquanto isso, a prefeitura paga uma gratificação de longa distância, indevida, a alguns professores que residem e trabalham na zona urbana.Os salários estão defasados. As leis que regulamentam a profissão de educador não são cumpridas pela prefeitura. A carga horária dos professores está incompleta e a administração municipal ao invés de regularizá-la convoca novos professores aprovados no concurso; O atual plano de carreira só permite diretor de escola com mais de 150 alunos, no entanto todas as escolas possuem diretor. Os educadores só receberam 45 dias de férias após ação judicial. Também não recebem gratificação por titulação; o Ensino Médio foi implantado sem antes atender às necessidades do Ensino Fundamental; além disso, os professores do Ensino Médio estão sendo pagos com recursos do Fundeb, o que é expressamente proibido por lei.Outro grave problema é que a administração está propondo aos professores mais antigos da rede que aceitem salários menores que os oferecidos no edital do concurso público realizado pela prefeitura. Um professor que inicie hoje receberia um salário base de R$319, enquanto os professores que já estão na rede receberiam um salário base de R$222,87 já com o reajuste dado pela prefeitura. Todos são professores da rede então porque base salarial tão distinta?Fonte: Faxaju

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