CASO GELADEIRA: IML divulga causa da morte de Celso Adão. Falecimento aconteceu há sete anos
O caso aconteceu em Aracaju e o corpo foi encontrado dentro de uma geladeira, no dia 20 de setembro.
Nesta segunda-feira, 18, em coletiva de imprensa promovida pela Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE), o Instituto Médico Legal (IML) atualizou as informações acerca da investigação da morte do advogado e jornalista Celso Adão Portela. Conforme o órgão, o laudo apontou que ele faleceu em decorrência de traumatismo craniano, causado por uma queda que ocorreu há cerca de sete anos.
A apuração também descobriu que o corpo foi mantido durante sete anos dentro da mala e da geladeira, sem utilização de formol ou outro agente conservador, ao longo dos anos.
“Foi um cadáver conservado dentro de uma mala e dentro de uma geladeira que, a princípio, funcionava. Então tinha uma temperatura que contribui para essa conservação, além da própria mala fechada. É compatível com os sete anos que estavam sendo investigados como tempo de morte de Celso Adão Portella”, disse a perita-odontolegista que atuou no caso, Suzana Maciel.
O diretor do IML, Victor Barros, que também participou da entrevista coletiva destacou que a investigação foi uma das mais complexas, já realizadas em Sergipe.
“Foi um trabalho minucioso com diversas coletas de materiais que foram encaminhados ao Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF) e tivemos material que foi encaminhado ao Rio de Janeiro. Então constatamos que a causa da morte ocorreu em decorrência de uma queda”, detalhou ele.
Ainda conforme o trabalho investigativo, a queda pode ter ocorrido de maneira acidental, levando em conta que Celso já havia passado por uma cirurgia no joelho e utilizava uma prótese. Não foi possível identificar se foi um homicídio (se ele foi empurrado), por exemplo.
O CASO:
O corpo de Celso foi encontrado no dia 20 de setembro, em estado de decomposição no interior de uma mala que estava dentro da geladeira de um apartamento no Bairro Suíssa, em Aracaju. O corpo foi encontrado por oficiais de justiça durante cumprimento de uma ordem de despejo.
A companheira de Celso, uma técnica de enfermagem de 37 anos foi presa, por ocultação de cadáver. Em depoimento, ela disse que apenas ocultou o corpo, mas que não foi a responsável pela morte de Celso.
A mulher disse que havia saído para trabalhar em 2016 e no retorno, o encontrou morto no apartamento. Por medo de ser apontada como autora da morte, ela decidiu ocultar o cadáver, por sete anos, dentro de uma geladeira.
Segundo o delegado Tarcísio Tenório, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a presa disse que quando alguém perguntava por ele, ela informava que o companheiro havia voltado para Porto Alegre.












