Descargas de motos adulteradas em Itabaiana: perturbação do sossego alheio


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Matéria enviada por Joangelo Custódio Divino em 11/10/2012 ás 11:08:02 *Por Joangelo Custódio Divino   E de repente, o sossego se transforma em pesadelo. Seja na avenida ou pelas ruas estreitas do município de Itabaiana, cidade situada a 54 km da capital, já virou rotina tapar os ouvidos toda vez que passa um motociclista fazendo estrondoso barulho com a descarga adulterada de sua moto, incomodando a população que se sente impotente diante da prática abusiva.   Como senhores absolutos e arbitrários – atuando dentro de uma cidade que parece não ter autoridade – estes bucéfalos geralmente têm idade entre 14 e 25 anos.  Pois é, em Itabaiana é comum presentear os filhos de 14 anos com uma motocicleta, uma Shineray ou uma Biz, e vê-los pilotar sem capacete pelas ruas da cidade fazendo estúpidas algazarras.   Parece que alimenta o ego dos “pais” toda vez que veem os filhos acelerando a lambreta: “Olha, lá vai meu filho! Que beleza! Isso, meu garoto, faz barulho com a descarga adulterada pra papai ver. Ah! Não esqueça de não usar o capacete!”      O problema é grave e precisa ser resolvido. Adulterar cano de escape de moto é crime, já que para modificar a carroceria de um veículo (seja a cor ou acessórios) é preciso de autorização expressa do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).   Perturbar o trabalho ou o sossego alheio também são contravenções penais previstas no artigo 42 da Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941, a qual prevê pena de prisão simples de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses ou multa para quem cometer o ato.   Ainda que amparada por uma Lei vigente, a população, que já está com os tímpanos calejados pelos barulhos ensurdecedores das motocicletas envenenadas, não pode fechar os olhos para este problema que já considero de saúde pública. No Centro da cidade, por exemplo, a grande maioria das pessoas é idosa, e, certamente, sofre com a falta de juízo destes jovens destemidos, filhos, em extensa parcela, de pessoas influentes, que têm “moral” na cidade.   Durante as eleições, o problema se agrava. Em todas as equinas tem um “Zé Mané” ostentando o barulho que emana da descarga de sua moto, com um sorriso no rosto, parecendo que está fazendo algo de bom pela cidade. Não fazê-lo, pelo que fica externado na visão de um morador de fora, é sentir-se excluído de um grupo. Fazer barulho é para os fortes, os “Bad Boys” do pedaço. E quem estiver incomodado que se mude.   O que não se pode aceitar é a população ficar com os braços cruzados e achar bonito ficar surdo antes da "idade" chegar. Vamos fazer valer a Lei nº 3.688. Denunciem os poluidores sonoros.   *[ Joangelo Divino mora em Aracaju e é jornalista diplomado]  

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