Funcionário do hospital narra agonia e insegurança no estabelecimento.


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Recebemos um e-mail não identificado, porem, dentro de uma realidade por diversas vezes assistida em nosso município. Recentemente, um jovem foi alvejado dentro da clínica de saúde da família em um bairro da cidade de Itabaiana, e acabou provocando várias duvidas na segurança pública dos serviços de saúde, veja o que foi enviado por um funcionário publico que trabalha no hospital de Itabaiana e não quis se identificar: "Olá! estava lendo a reportagem policial que vcs da Itnet publicaram no site e, como funcionária do hospital que passou pela tortura psicológica de manter um bandido escondido no Hospital, gostaria de lhes contar o relato da noite do ocorrido. Recebemos o baleado, o Srº Ângelo no Hospital de Itabaiana, para tratamento imediato dos ferimentos de arma de fogo disparados em seu corpo (por volta de 5 tiros) ao prestarmos atendimento ao paciente, o mesmo afirmou ser traficante e que as pessoas que o alvejaram estavam aguardando a ambulância sair do hospital com ele para terminar o serviço (paciente necessitava ser transferido para Aracaju para maiores tratamentos, pois não tínhamos Ortopedista na casa). Os funcionários do SAMU receberam ordens da regulação médica deles, para não deixar o hospital sem escolta policial, devido a periculosidade do caso. Ligamos para a Delegacia de Itabaiana, e o delegado nos informou que não mandaria policiais para a escolta porque o número de funcionários era pouco, dito isto, ligamos para o Batalhão de Policia e, o superintendente afirmou a mesma coisa, NÃO MANDARIA POLICIAIS NEM PARA FICAR DE GUARDA NO HOSPITAL, se o meliante fosse permanecer lá, pois o SAMU não iria levá-lo sem escolta, E NEM ACOMPANHARIA A AMBULÂNCIA DO SAMU. Quer dizer, estamos trabalhando num Hospital, onde só a um único agente de segurança da Sacel e ainda assim o mesmo não está autorizado a trabalhar portando arma de fogo... Nós funcionários do Hospital, tivemos que esconder o paciente num quarto separado, para manter a nossa segurança e a dos demais pacientes, enquanto esperávamos o Hospital ser invadido pelos meliantes que queriam "acabar o serviço" matando o paciente. Tenho orgulho de trabalhar na saúde ajudando as pessoas, mas quem nos ajuda??? Ninguém... Com muita insistência a direção do hospital ligou para o Batalhão de Polícia e eles enviaram dois policiais para escoltar o SAMU para a transferência do paciente por volta das 3:00 até Aracaju. Tenho medo, muito medo, pois não podemos exercer nosso trabalho tranquilamente, pois quando não somos agredidos com palavras por acompanhantes querendo ser atendidos a todo custo, mesmo sem médico na casa, temos que passar por situações como esta... Por fim, gostaria que se possível, publicassem este relato ou algo relacionado a nossa falta de segurança, pois as pessoas somente ligam para a rádio reclamando do nosso serviço, que mesmo sem recursos suficientes, trabalhamos dia e noite para estas pessoas que não nos dão o devido valor."

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