Membros de grupo que causou prejuízo milionário a mais de 200 correntistas do Banese são presos

A investigação mostrou que a quadrilha era extremamente profissional. A operação foi deflagrada em Sergipe e São Paulo.


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Nesta quarta-feira, 22, as polícias de Sergipe e São Paulo deflagraram uma operação conjunta, contra uma associação criminosa que causou um prejuízo de mais de R$ 10 milhões em golpes contra mais de 200 clientes correntistas do Banese. No total foram cumpridos 18 mandados, sendo seis de prisão e 12 de busca e apreensão.

Em Sergipe, a operação, que recebeu o nome de Falsa Central ocorreu em Carmópolis e em São Paulo, nas cidades de Praia Grande, Jacupiranga e Guarulhos.

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“O cérebro criativo da organização é um hacker paulista que criou sistemas maliciosos que facilitam o a obtenção de dados dos clientes. O hacker desenvolvia sites e links maliciosos. É por meio desses dados conseguidos das vítimas que os estelionatários causam verdadeiros rombos financeiros. A operação Falsa Central diz respeito apenas a vítimas que são correntistas do Banese, mas há fortes indícios de que eles lesaram clientes de outros bancos em várias partes do país”, detalhou a SSP/SE. 

A investigação teve início ainda no ano passado e conforme o que foi apurado, os investigados fazem uso de engenharia social sofisticada, mediante o envio de mensagem SMS, uso do aplicativo WhatsApp e de ligações telefônicas.

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Eles chegaram a criar uma espécie de central de atendimento, semelhante à do banco, para dar mais forma à prática criminosa e conseguir enganar as vítimas. “Antes de entrarem em contato com as vítimas, eles fazem uma engenharia social, ou seja, estudam toda a vida da pessoa e já entram em contato de posse de informações pessoais que levam a vítima a acreditar que está falando com o atendente de seu banco”, detalhou a delegada Maria Pureza, da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil de Sergipe. 

O golpe funcionava da seguinte maneira: os envolvidos entravam em contato com a vítima e diziam que havia sido efetuada uma transação em sua conta, como empréstimo e PIX. Em seguida, eles passavam números de falsas centrais de autoatendimento ou links maliciosos para contato, para o suposto bloqueio da transação não reconhecida.

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“Toda essa artimanha cria pânico e causa instabilidade emocional na vítima que passa a fornecer tudo que o suposto atendente pede”, enfatizou a SSP/SE.

A operação foi deflagrada pelo Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) e a Divisão de Inteligência (Dipol), da Polícia Civil de Sergipe, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. 

Em Sergipe, a ação também contou com o apoio da Delegacia de Rosário do Catete e em São Paulo, com o apoio da Deinter 6 e da Divisão de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Núcleo de Roubo de Cargas da Seccional de Guarulhos e Grupo de operações Especiais (GOE) de Guarulhos e Santos.

Fotos: SSP/SE

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